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Tipos de dados complexos no PostgreSQL - Revista SQL Magazine 98

Este artigo trata do uso de tipos de dados complexos suportados pelo PostgreSQL, versão 9.1, discorrendo especificamente sobre as principais características destes tipos de dados e onde o seu uso é mais adequado.

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SQL Magazine 98

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A arte de desenvolver software quase sempre impõe grandes desafios aos profissionais. É algo inerente à própria ciência, uma vez que a tecnologia da informação visa traduzir problemas reais em soluções computacionais, convertendo necessidades de negócio em algoritmos funcionais.
É justamente nesta transcrição de um dado problema do mundo real para seu respectivo mapeamento computacional que a criatividade dos arquitetos de sistemas é posta à prova. Compreender as reais necessidades e expectativas atribuídas pelo cliente ao futuro software não é tarefa das mais fáceis. É preciso um conjunto exaustivo de entrevistas, observações e análises até se chegar ao ponto onde a equipe de desenvolvimento e o cliente dizem unanimemente: “Bem, é isso. Mãos a obra!”.
Uma vez tendo ciência do que deve ser feito, é chegada à hora de definir o “como” deve ser feito. É o ponto onde a equipe de desenvolvimento começa a converter todos os requisitos funcionais e não-funcionais recolhidos até então em modelos computacionais. O domínio do problema, agora compreendido, começa a ganhar traços funcionais.
A complexidade do software, em termos arquiteturais, é definida pelo domínio do problema a que ele se propõe a resolver. Isso é facilmente observado quando se compara o desenvolvimento de um software de controle de tráfego aéreo a um simples web site para uma empresa, por exemplo. No primeiro caso, a exigência de precisão, estabilidade, tolerância a falhas e correção são infinitamente maiores do que os do segundo caso. Além disso, as informações que a aplicação manipula são muito mais complexas e requerem o uso de estruturas de dados adequadas a sua manipulação, que não são exatamente tipos simples, mas agregados de dados ou mesmo objetos na maioria das vezes.
Desta forma, ao se modelar a base de dados é imprescindível levar em consideração quais são as estruturas de dados que a aplicação irá manipular, prezando sempre pelo uso de todo e qualquer recurso oferecido pelo SGBD que permita aproximar o máximo possível a estrutura real da informação com o seu respectivo mapeamento computacional, quando isso for aplicável, é claro.
Contudo, para que seja possível esta aproximação entre o objeto real e seu respectivo modelo computacional de dados, a escolha do SGBD tem forte impacto. Existem inúmeras opções existentes no mercado, voltados aos mais diversos propósitos, imbuídos das mais variadas filosofias de desenvolvimento e disponíveis aos mais diversos bolsos.
O PostgreSQL, um dos mais consolidados SGBDs open-source do mercado, apresenta-se sempre como uma ótima alternativa para os mais variados propósitos. No que tange a manipulação de estrutura de dados complexas, o PostgreSQL não deixa nada a desejar, oferecendo suporte à manipulação de vetores, matrizes, enumerações, objetos geométricos, tipos compostos e outros mais. Conforme será visto no decorrer deste artigo, quando o assunto são dados complexos, o PostgreSQL mais uma vez deve figurar entre as opções de escolha de SGBD do projeto.
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Diego Antonio Lusa
Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade de Passo Fundo. Desenvolvedor Delphi a 5 anos. Atualmente trabalha com desenvolvimento de integrações de sistemas usando a tecnologia Oracle AIA. Possui sólidos conhecimentos em PL/SQL, programação orientada a objetos e Engenharia de Software.
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