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artigo SQL Magazine 03 - Bancos de Dados Orientados a Objetos: Desenvolvendo Software com Java e Ozone
Artigo da Revista SQL Magazine -Edição 3.
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Bancos de Dados Orientados a Objetos: Desenvolvendo Software com Java e Ozone
Carla Paxiúba, Regiane Brito, Valéria Sousa,
Prof. Rodrigo Quites Reis e Profa. Carla Alessandra Lima Reis
Como apresentado no artigo “Banco de Dados Orientado a Objetos: Uma introdução”, publicado na edição anterior, um dos grandes problemas no estudo e utilização prática de Bancos de Dados Orientados a Objetos (OO) é a baixa quantidade de opções no mercado. A maioria dos sistemas existentes são comerciais e de custo elevado, o que impede a adoção maciça desta tecnologia por pequenas organizações. Além disso, a prática de ensino do paradigma de objetos para bancos de dados em instituições de ensino superior é relativamente limitada aos poucos produtos que oferecem licenças acadêmicas.
Este artigo tem o objetivo de fornecer uma apresentação inicial para o banco de dados open
1. Histórico do Projeto Ozone
Grande parte da documentação acerca do projeto é mantida no endereço http://www.ozone-db.org. Assim, esta seção apresenta um resumo daquilo que é fornecido online pelos participantes do projeto.
O Ozone permite o desenvolvimento de aplicações puramente orientada a objetos, baseadas em Java, que manipulem dados persistentes. O projeto não necessita de outro sistema de banco de dados para que o desenvolvimento de uma aplicação completa seja bem sucedido. Assim, a abordagem do Ozone é oposta ao Hibernate (também apresentado na segunda edição da SQL Magazine).
O banco teve suas raízes relacionadas com um projeto pessoal de estudo envolvendo multimídia. A idéia era fornecer uma arquitetura para integração, em um único documento, de dados obtidos a partir de diferentes fontes. A evolução desta idéia virou o projeto de uma arquitetura em que uma única instância do banco de dados reside no servidor, a qual pode ser controlada através de objetos Proxy. Para a aplicação cliente o Proxy se comporta como se fosse o próprio banco de dados.
O Proxy também abstrai a complexidade acerca da localização exata do objeto armazenado. Assim, para as aplicações cliente, as bibliotecas que compõem o Ozone atuam de forma similar a um protocolo de objetos distribuídos, tais como o Remote Method Invocation (RMI) da Sun [4] ou o CORBA do ODMG [5].
2. Características do Ozone
O fato de utilizar um banco de dados orientado a objetos (BDOO) no processo de desenvolvimento de software que utiliza a linguagem Java é, sem dúvida, atraente. Talvez o principal benefício consiste no fato de existir uma homogeneidade entre os modelos de dados utilizados pelo programa e pelo banco de dados. Assim, não há necessidade do mapeamento dos modelos de dados da linguagem usada na programação e do banco de dados, o que é comum quando são utilizadas linguagens Orientadas a Objetos com Bancos de Dados Relacionais. O mapeamento de tipo exige atenção especial dos desenvolvedores e/ou a utilização de ferramentas específicas e, além disso, adiciona maior complexidade para o entendimento e manutenção do sistema.
Esta seção descreve em linhas gerais o funcionamento de Ozone, privilegiando o uso de um exemplo simples obtido a partir do tutorial fornecido na documentação original do sistema [1].
2.1 Licença de Uso
Ozone é desenvolvido e distribuído segundo uma licença LGPL (GNU Library General Public License). Na prática, isto significa que pode ser usado gratuitamente tanto em situações comerciais quanto não
2.2 Objetos Ozone
Dois tipos principais de objetos são armazenados no Ozone. O primeiro tipo corresponde aos objetos Java “normais”, isto é, criados a partir de qualquer classe definida pelo usuário. Qualquer objeto Java pode ser armazenado no Ozone. A única restrição é que a classe do objeto deve implementar a interface Serializable.
Deve
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