Blocos Try/Catch

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Para que servem e quando devem ser utilizados.

Para que servem e quando devem ser utilizados.

 

Este artigo, ira apresentar noções de como programar, utilizando os blocos Try/Catch.

 

Iniciando um programa

Você irá utilizar este bloco quando você usar algum método que lance uma CheckedException e quando você quer dar algum tratamento a exception.

 

Um bloco “try” é chamado de bloco “protegido” porque, caso ocorra algum problema com os comandos dentro do bloco, a execução desviará para os blocos “catch” correspondentes.

 

Necessitamos usar try, porque estamos fazendo operação de conversão, é uma maneira mais robusta de tratar possíveis erros no momento da conversão, por exemplo, não é possível converter um caractere “?” por um número, porém como a entrada de dados é liberada o usuário final poderá digitar algo inadequado, resultando em erro e quebra da execução do programa por falha, com o try podemos evitar esta queda brusca e então tratar o erro da melhor forma.

 

Sintaxe

A estruturação desses blocos obedece à seguinte sintaxe:

try {

// código que inclui comandos/invocações de métodos

// que podem gerar uma situação de exceção.

}

catch (XException ex) {

// bloco de tratamento associado à condição de

// exceção XException ou a qualquer uma de suas

// subclasses, identificada aqui pelo objeto

// com referência ex

}

catch (YException ey) {

// bloco de tratamento para a situação de exceção

// YException ou a qualquer uma de suas subclasses

}

finally {

// bloco de código que sempre será executado após

// o bloco try, independentemente de sua conclusão

// ter ocorrido normalmente ou ter sido interrompida

}

 

onde XException e YException deveriam ser substituídos pelo nome do tipo de exceção. Os blocos não podem ser separados por outros comandos — um erro de sintaxe seria detectado pelo compilador Java neste caso. Cada bloco try pode ser seguido por zero ou mais blocos catch, onde cada bloco catch refere-se a uma única exceção.

 

O bloco finally, quando presente, é sempre executado. Em geral, ele inclui comandos que liberam recursos que eventualmente possam ter sido alocados durante o processamento do bloco try e que podem ser liberados, independentemente de a execução ter encerrado com sucesso ou ter sido interrompida por uma condição de exceção. A presença desse bloco é opcional.

 

Alguns exemplos de exceções já definidas no pacote java.lang incluem:

 

ArithmeticException: indica situações de erros em processamento aritmético, tal como uma divisão inteira por 0. A divisão de um valor real por 0 não gera uma exceção (o resultado é o valor infinito);

 

NumberFormatException: indica que tentou-se a conversão de uma string para um formato numérico, mas seu conteúdo não representava adequadamente um número para aquele formato. É uma subclasse de IllegalArgumentException;

 

IndexOutOfBounds: indica a tentativa de acesso a um elemento de um agregado aquém ou além dos limites válidos. É a superclasse de ArrayIndexOutOfBoundsException, para arranjos, e de StringIndexOutOfBounds, para strings;

 

NullPointerException: indica que a aplicação tentou usar uma referência a um objeto que não foi ainda definida;

 

ClassNotFoundException: indica que a máquina virtual Java tentou carregar uma classe mas não foi possível encontrá-la durante a execução da aplicação.

 

Além disso, outros pacotes especificam suas exceções, referentes às suas funcionalidades. Por exemplo, no pacote java.io define-se IOException, que indica a ocorrência de algum tipo de erro em operações de entrada e saída. É a superclasse para condições de exceção mais específicas desse pacote, tais como EOFException (fim de arquivo ou stream), FileNotFoundException (arquivo especificado não foi encontrado) e InterruptedIOException (operação de entrada ou saída foi interrompida).

 

Uma exceção contém pelo menos uma string que a descreve, que pode ser obtida pela aplicação do método getMessage(), mas pode eventualmente conter outras informações. Por exemplo, InterruptedIOException inclui um atributo público do tipo inteiro, bytesTransferred, para indicar quantos bytes foram transferidos antes da interrupção da operação ocorrer. Outra informação que pode sempre ser obtida de uma exceção é a seqüência de métodos no momento da exceção, obtenível a partir do método printStackTrace().

 

Como exceções fazem parte de uma hierarquia de classes, exceções mais genéricas (mais próximas do topo da hierarquia) englobam aquelas que são mais específicas. Assim, a forma mais genérica de um bloco try-catch é:

 

try { ... }

catch (Exception e) { ... }

 

pois todas as exceções são derivadas de Exception. Se dois blocos catch especificam exceções em um mesmo ramo da hierarquia, a especificação do tratamento da exceção derivada deve preceder aquela da mais genérica.

 

Veja um exemplo mais claro:

 

void saveNetDevices() {

try {

FileOutputStream fos = new

FileOutputStream("NetDevices.txt");

ObjectOutputStream oos = new ObjectOutputStream(fos);

oos.writeObject(mNetDevices);

oos.close();

fos.close();

}

catch (NullPointerException nexc) {

JOptionPane.showMessageDialog(null,

"NetDevices list is null - No devices saved",

"Saving NetDevices",

JOptionPane.INFORMATION_MESSAGE);

}

catch (InvalidClassException nexc) {

JOptionPane.showMessageDialog(null,

"NetDevices list is invalid - No devices saved",

"Saving NetDevices", JOptionPane.INFORMATION_MESSAGE);

}

catch (NotSerializableException nexc) {

JOptionPane.showMessageDialog(null,

"NetDevices list is not serializable - No devices saved",

"Saving NetDevices",

JOptionPane.INFORMATION_MESSAGE);

}

catch (IOException nexc) {

JOptionPane.showMessageDialog(null,

"IO Exception saving NetDevices list - No devices saved",

"Saving NetDevices", JOptionPane.INFORMATION_MESSAGE);

}

}

 

Neste exemplo o bloco protegido pode gerar vários tipos de exceptions. Caso ocorra

uma “InvalidClassException”, a execução será desviada para o segundo bloco “catch” e, após executar o seu código, sairá para o fim do método.

 

A ordem em que colocamos os blocos “catch” é muito importante: deve ser da mais

específica para a mais genérica. Exemplo:

 

try {

comando(s);

}

catch (Exception e) {

comando(s);

}

catch (FileNotFoundException f) {

comando(s);

}

 

Supondo que ocorreu uma “FileNotFoundException” dentro do bloco “try”, a execução vai procurar o primeiro bloco “catch” que seja compatível com o tipo de Exception ocorrida. O primeiro bloco será analisado e, como Exception é superclasse de “FileNotFoundException”, a execução entrará no primeiro bloco “catch”. O segundo sequer será testado.

Para que tudo funcione temos que trocar a ordem dos blocos “catch”:

 

try {

comando(s);

}

catch (FileNotFoundException f) {

comando(s);

}

catch (Exception e) {

comando(s);

}

 

Assim, caso ocorra uma “FileNotFoundException” o primeiro bloco será acionado. Se

ocorrer uma outra classe de Exception, por exemplo: “InterrupedIOException”, ele

entrará no segundo bloco “catch”.

 

Se você usa algum método que lança “Checked Exceptions” você deve, obrigatóriamente, tratar esta Exception. Ou seja, tem que haver um “catch” correspondente à Exception que você está lançando ou que seja superclasse desta. Veja um exemplo:

 

try {

FileReader fin = new FileReader("oids.txt");

BufferedReader br = new BufferedReader(fin);

while((mOID = br.readLine()) != null) {

oidsList.add(new String(mOID));

}

br.close();

fin.close();

}

catch (FileNotFoundException fnf) {

JOptionPane.showMessageDialog(null,

"Extra OIDS file not found",

"Loading Extra OIDs",

JOptionPane.INFORMATION_MESSAGE);

}

 

O construtor da classe FileReader pode lançar “FileNotFoundException” caso o arquivo não exista. Logo, se utilizar esta classe, você tem que tratar esta exception. Por isto o comando está dentro de um bloco “try/catch”.

 

Bloco “finally”

As vezes é necessário executar um código mesmo que tenha havido uma Exception. É para isto que servem os blocos “finally”. Sua sintaxe é:

 

try {

comando(s);

}

finally {

comando(s);

}

 

\\ou

 

try {

comando(s);

}

catch (ClasseDeException VarException) {

comando(s);

}

finally {

comando(s);

}

 

Os comandos dentro de um bloco “finally” serão executados de qualquer maneira,

mesmo que a execução tenha passado por um bloco “catch”.

 

Ao contrário dos blocos “catch” você só pode ter um bloco “finally” por cada bloco “try”.

 
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