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Engenharia de Software 47 - Índice

Interface Homem-Máquina - Revista Engenharia de Software Magazine 47

Este artigo serve para mostrar a importância da usabilidade e da participação do usuário durante o processo de desenvolvimento de aplicações.

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A necessidade da construção de uma interface amigável ao usuário é fundamental em um sistema. É o canal de comunicação entre o homem e computador, no qual são feitas as interações visando atingir um objetivo comum.
A interface faz parte do sistema computacional e determina como as pessoas operam e controlam o sistema. Quando uma interface é bem projetada, ela é compreensível, agradável e controlável. Os usuários se sentem satisfeitos e seguros ao realizar suas ações. A importância da interface se torna evidente, pois todos somos usuários e alguns aspectos reforçam esta importância, tais como: i) disseminação do uso de sistemas e equipamentos como celulares; ii) aumento da complexidade dos sistemas; iii) preocupação com a qualidade do software de acordo com a característica da usabilidade (conforme as definições da Norma ISO/IEC 9126-1).
Os objetivos da Interação Humano–Computador (IHC) são os de produzir sistemas usáveis, seguros e funcionais. Esses objetivos podem ser resumidos como desenvolver ou melhorar a segurança, utilidade, efetividade e usabilidade de sistemas que incluem computadores. Nesse contexto, o termo sistemas se refere não somente ao hardware e software, mas a todo o ambiente que usa ou é afetado pelo uso da tecnologia computacional. Durante o projeto de interface é necessário que se faça uma análise mais detalhada, como especificação de requisitos, módulo de qualidade e perfil dos usuários.
A participação do usuário durante o processo de desenvolvimento da aplicação é de extrema importância, pois ajuda a diminuir os erros, propicia a maior interação e entendimento do usuário, cativa a curiosidade e interesse e, por fim, ajuda a ter maior aceitação do produto, pois eles fizeram parte de todo o processo de desenvolvimento, ou seja, se sentem “donos” do mesmo.
Neste contexto, este artigo tem como objetivo apresentar o desenvolvimento de um website utilizando os principais conceitos de usabilidade e avaliação presentes em interface homem-máquina. Para isto, foi desenvolvido um website para o projeto AME – Construção da Identidade da Cidade de Valença/RJ e Desenvolvimento do Programa Turistico, Histórico e Cultural da Região.
Desta forma, este artigo aborda a apresentação dos conceitos de Interface Homem-Máquina, princípios de Design, as atividades básicas do Design de Interação, as dez heurísticas de Usabilidade de Nielsen e Avaliação de Interface.

Conceituando a Interação Humano-Computador
IHC tem por objetivo principal fornecer aos pesquisadores e desenvolvedores de sistemas explicações e previsões para fenômenos de interação usuário-sistema e resultados práticos para o design da interface de usuário. É o conjunto de características com o qual os utilizadores interagem com as máquinas, dispositivos, programas de computador ou alguma outra ferramenta complexa (ler Nota 1).

Nota 1. Avaliação de interface
A avaliação da interface tem como objetivos gerais validar a eficácia e a eficiência da usabilidade, conforme as tarefas que são realizadas pelos usuários e os recursos empregados tais como tempo, quantidade de erros, passos desnecessários, busca de ajuda, etc.

Dependendo da fase do projeto, a avaliação pode ser formativa (ou construtiva), que pode ser efetuada ao longo de todo o processo de design usando cenários, storyboards e protótipos do sistema, ou pode ser somativa (ou conclusiva), normalmente feita nas etapas finais de cada ciclo do desenvolvimento, usando o produto (ou protótipo intermediário ou final) funcionando.

Assim, o processo de avaliação não deve ser entendido como uma atividade isolada a ser efetuada somente ao final do projeto de interação. Ele deve ocorrer durante todo o ciclo de vida do desenvolvimento do sistema, avaliando os resultados e fornecendo sustentação à equipe, de forma a agregar melhorias gradativas à interface.

Esta atividade interfere diretamente na garantia da qualidade do software, entretanto, um projetista não deve pressupor que seguindo somente os métodos e princípios estabelecidos no projeto, obterá a qualidade do sistema. Deve-se considerar que cada usuário é uma pessoa ímpar e, neste caso, não é prudente aplicar a avaliação individualmente para atestar isto. É necessário avaliar também o contexto onde ele está inserido.
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