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Redescobrindo o Swing toolkit - Revista easy Java Magazine 20 - Parte 1
O Swing consiste em uma biblioteca de componentes para a criação de programas com alta produtividade focada na interface com o usuário.
Easy Java Magazine 20
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A interface do usuário precursora das GUIs foi o interpretador de comandos de texto, também conhecido como “modo-texto”, console de comandos ou shell. Essa interface textual é responsável por capturar os comandos digitados pelo usuário, interpretá-los e imprimir as informações resultantes na tela (ou terminal). Apesar do ambiente textual (não dependente do ambiente gráfico) oferecer vantagens como redução na ocorrência de erros e falhas durante a execução de programas, e diminuição do consumo dos recursos de hardware da máquina, ou seja, deixando a performance do computador mais “leve”, a utilização desse tipo de interface acaba exigindo dos usuários o conhecimento de tais comandos e seus parâmetros, além da sintaxe da linguagem interpretada.
O advento das GUIs permitiu a criação de uma interface que torna amigável a utilização ou interação do usuário com o computador por meio de elementos gráficos. O surgimento desse tipo de interface revolucionou o uso do computador por eliminar a curva de aprendizado (em conhecer uma lista de comandos para fazer o computador desempenhar uma tarefa por mais simples que seja) da interface textual, e, ao invés disso, substituir o uso dos comandos por ícones que executam os mesmos procedimentos.
A grande vantagem das GUIs é justamente proporcionar um aumento significativo na usabilidade de sistemas e programas, difundindo seu uso e reduzindo a curva de aprendizado necessária para utilizá-los, sem restringir seu acesso pela necessidade de um conhecimento específico.
Dentro deste contexto, apresentaremos nesse artigo o estudo da principal API Java para criação de GUIs na plataforma: o Java Swing toolkit. Mesmo não sendo um assunto recente, o conhecimento desta API é fundamental para o programador Java que não deseja ficar limitado a um único ambiente (web, por exemplo). É importante ter em mente que um estudo correto sobre o Swing (assim como sobre qualquer API) possibilita um bom aproveitamento de todo o potencial oferecido pela API.
Assim, o objetivo desse artigo é oferecer ao leitor uma visão geral dessa tecnologia, mostrando os principais componentes, conceitos e arquitetura. Para tanto, vamos explorar detalhes essenciais para a compreensão do modelo oferecido pelas aplicações Swing. Ao final dessa primeira parte, teremos o embasamento necessário para compreender e desenvolver a parte prática.
O que é Swing?
O Swing pertence a um conjunto de tecnologias conhecido como Java SE Desktop. Essas tecnologias convergem para a criação de aplicações Rich Client e Applets que executem de forma rápida, segura e sejam portáveis. Além do Swing, outras tecnologias que fazem parte do Java SE Desktop são: o Java Web Start/JNLP, Java Plug-In, Java Sound, Java 2D, Java 3D, Java Bindings for OpenGL (JOGL), AWT (Abstract Window Toolkit), Accessibility, Internationalization, dentre outras, sendo a maioria delas incluídas no JRE. Em 1996, a Netscape desenvolveu uma biblioteca gráfica para o Java chamada IFC (Internet Foundation Classes). O resultado desse legado foi um subconjunto do Java SE Desktop conhecido como JFC (Java Foundation Classes), conforme ilustrado na Figura 1. O JFC é um framework gráfico, ou um conjunto abrangente de componentes e serviços, que simplifica a construção de aplicações comerciais Java com interface gráfica baseada em ambientes desktop ou Internet/Intranet. Ele é composto por cinco partes: AWT, Swing, Accessibility, Java 2D, e DnD (Drag and Drop).
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O advento das GUIs permitiu a criação de uma interface que torna amigável a utilização ou interação do usuário com o computador por meio de elementos gráficos. O surgimento desse tipo de interface revolucionou o uso do computador por eliminar a curva de aprendizado (em conhecer uma lista de comandos para fazer o computador desempenhar uma tarefa por mais simples que seja) da interface textual, e, ao invés disso, substituir o uso dos comandos por ícones que executam os mesmos procedimentos.
A grande vantagem das GUIs é justamente proporcionar um aumento significativo na usabilidade de sistemas e programas, difundindo seu uso e reduzindo a curva de aprendizado necessária para utilizá-los, sem restringir seu acesso pela necessidade de um conhecimento específico.
Dentro deste contexto, apresentaremos nesse artigo o estudo da principal API Java para criação de GUIs na plataforma: o Java Swing toolkit. Mesmo não sendo um assunto recente, o conhecimento desta API é fundamental para o programador Java que não deseja ficar limitado a um único ambiente (web, por exemplo). É importante ter em mente que um estudo correto sobre o Swing (assim como sobre qualquer API) possibilita um bom aproveitamento de todo o potencial oferecido pela API.
Assim, o objetivo desse artigo é oferecer ao leitor uma visão geral dessa tecnologia, mostrando os principais componentes, conceitos e arquitetura. Para tanto, vamos explorar detalhes essenciais para a compreensão do modelo oferecido pelas aplicações Swing. Ao final dessa primeira parte, teremos o embasamento necessário para compreender e desenvolver a parte prática.
O que é Swing?
O Swing pertence a um conjunto de tecnologias conhecido como Java SE Desktop. Essas tecnologias convergem para a criação de aplicações Rich Client e Applets que executem de forma rápida, segura e sejam portáveis. Além do Swing, outras tecnologias que fazem parte do Java SE Desktop são: o Java Web Start/JNLP, Java Plug-In, Java Sound, Java 2D, Java 3D, Java Bindings for OpenGL (JOGL), AWT (Abstract Window Toolkit), Accessibility, Internationalization, dentre outras, sendo a maioria delas incluídas no JRE. Em 1996, a Netscape desenvolveu uma biblioteca gráfica para o Java chamada IFC (Internet Foundation Classes). O resultado desse legado foi um subconjunto do Java SE Desktop conhecido como JFC (Java Foundation Classes), conforme ilustrado na Figura 1. O JFC é um framework gráfico, ou um conjunto abrangente de componentes e serviços, que simplifica a construção de aplicações comerciais Java com interface gráfica baseada em ambientes desktop ou Internet/Intranet. Ele é composto por cinco partes: AWT, Swing, Accessibility, Java 2D, e DnD (Drag and Drop).
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Daniel Augusto De Abreu Mascena
é programador Java há quase 10 anos e possui a certificação SCJP 6. Atualmente trabalha como desenvolvedor Java na Petrobras com JSF, Spring, Struts, etc. Formado pelo IFRN no curso de Tecnologia em Desenvolvimento de Software, trabalhou na maioria do tempo como desenvolvedor Web. Entusiasta de Web ...
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