UML Unified Modeling Language – Parte 03

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Finalizando o artigo sobre UML.

Cristiane Greziak, Mônica Antunes, Renata Ely Sayago, Viviane Luz

3. Mecanismos Gerais

Provê comentários suplementares, informações ou semântica sobre os elementos dos modelos.

A UML utiliza alguns mecanismos para tratar de informações adicionais, sendo um ponto de extensão da linguagem.

Esses mecanismos são:

• Nota - É apenas um símbolo para representar restrições e comentários anexados a um elemento. Geralmente usa-se a nota para aprimorar os diagramas. Graficamente é representada por um retângulo com um dos cantos com uma dobra na página.

• Ornamento - É algo como uma nota que adiciona texto ou algum elemento gráfico ao modelo.

4.
Diagramas

Os diagramas (gráficos que descrevem o conteúdo em uma visão)  são utilizados para modelar os projetos de sistemas, são divididos, basicamente, em:

• Diagramas Estruturais –  diagrama de classes, diagrama de objetos, diagrama de componentes e diagrama de disponibilização.

• Diagramas de Comportamento – diagrama de casos de uso, diagrama de seqüência, diagrama de atividades, diagrama de colaboração e digrama de estados.

• Diagramas de Gerenciamento do Modelo – pacotes, subsistemas e modelos.


Tipos de Diagramas:

• Diagrama de Casos de Uso – Serve para visualizar os relacionamentos entre os atores e os casos de uso do sistema (cenários), numa visão geral.

Na figura 11 temos dois atores representados por bonequinhos, o usuário e o administrador, um ator pode ser conectado a um ou mais casos de uso, neste caso o usuário está conectado a três casos de uso e o administrador a dois casos de uso. Os casos de uso são representados por elipses e elas também podem se conectar entre si utilizando extend e include, neste caso representados pelos casos de uso Busca CD e Busca Livro que fazem extend com Busca de produtos e o Caso de Uso Finalizar Compra faz um include com Baixa de estoque.


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Figura 11 – Diagrama de Caso de Uso

 

• Diagrama de Atividades - Diagramas de atividade capturam ações e seus resultados. Eles focam o trabalho executado na implementação de uma operação (método), e suas atividades numa instância de um objeto. O diagrama de atividade é uma variação do diagrama de estado e possui um propósito um pouco diferente do diagrama de estado, que é o de capturar ações (trabalho e atividades que serão executados) e seus resultados em termos das mudanças de estados dos objetos.

A figura 12 mostra o fluxo de controle. As atividades são representadas como retângulos com cantos arredondados (Login Usuário, Seleção dos produtos ...). Tipicamente as atividades são estados de ação – estados que transitam para outro estado, assim que a ação tenha sido completada.  Este diagrama pode ser usado em qualquer nível: fluxo dos casos de uso, fluxo no nível de programação fluxo das regras de negócio, etc.


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Figura 12 – Diagrama Atividades

 

• Diagrama de Classes – Mostra a estrutura estática do modelo da aplicação. Este diagrama exibe as classes do sistema e o grau do relacionamento entre elas.

Na figura 13 a classe Produto faz uma agregação de composição com a classe ItemPedido, ou seja um depende do outro para continuar existindo. As classes CD e Livro herdam (generalização) da classe Produto. A classe ItemPedido faz uma agregação com a Classe Pedido um Pedido pode ter vários ItenPedido, e por fim a classe Venda faz uma associação a classe Pedido.


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Figura 13 – Diagrama de Classes


• Diagrama de Objetos – O Diagrama de objetos é muito similar ao Diagrama de classes e utiliza quase a mesma notação.

Na figura 14 o diagrama mostra uma “fotografia” dos objetos existentes em um determinado momento na execução do sistema.  Pedido1 faz agregação com item1 e item2, o pedido é parte ou está contido nos itens 1 e 2. Os itens 1 e 2 fazem agregação de composição  com CD e Prod1, ou seja um depende do outro.

 

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Figura 14 – Diagrama de Objetos

 

 • Diagrama de Estados - O Diagrama de Estados serve para mostrar todos os estados possíveis dos objetos de uma classe do modelo, e que eventos do sistema causam essas mudanças de estado. Não há a necessidade de representar os estados dos objetos de todas as classes.

Na figura 15 o diagrama mostra o comportamento do objeto e suas ações, bem como a seqüência de estados que o objeto assume após estímulos recebidos. O retângulo com os cantos arredondados (novo, item adicionado e pedido fechado) são os estados do objeto, a seta que liga o estado origem ao estado destino (escolhe item e fechar)  é o evento que provoca o novo estado.

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Figura 15 – Diagrama de Estados

 

• Diagrama de Seqüência - Diagrama de Seqüência mostra a interação entre os objetos da aplicação arranjados numa linha do tempo. São utilizados para descrever a seqüência de um fluxo ou caso de uso da aplicação. São muito úteis para se levantar quais são os envolvidos no fluxo e definir a interface de alguns objetos.

Na figura 16 o diagrama descreve o que ocorre nos objetos participantes, ou seja, mostra as iterações do objeto através dos métodos buscaproduto, adicionarproduto, finalizarvenda e fecharpedido


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Figura 16 – Diagrama de Seqüência


• Diagrama de Colaboração -
O Diagrama de Colaboração é semelhante ao Diagrama de Seqüência, mostrando a colaboração dinâmica entre os objetos, sem levar em conta a linha do tempo. Neste diagrama, além da troca de mensagens, pode-se perceber o relacionamento entre os objetos.

Na figura 17 o diagrama mostra a
mensagem (adicionar produto) enviada de um objeto (Venda) para o outro (ItemPedido). A mensagem é representada por uma seta que mostra o nome, o parâmetro e a sequência da mensagem.

 

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Figura 17 – Diagrama de Colaboração

 

• Diagrama de Componentes - O Diagrama de Componentes mostra o lado funcional, expondo a relação entre seus componentes e suas dependências.

Na figura 18 são relacionados os componentes de “software”, ou seja, o executável e os softwares necessários, ou seja, mostra a dependência funcional que as classes de um componente tem com as classes de outro.


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Figura
18 – Diagrama de Componentes

 

• Diagrama de Execução – Mostra o lado funcional, exibindo a arquitetura física do hardware e do software do sistema.

Na figura 19 o diagrama mostra os componentes, estes significam objetos físicos que fazem parte do sistema, duas máquinas (ClienteA e ClienteB), uma máquina servidora (HP/UX), uma máquina servidora de banco de dados (Oracle) e conexões entre estes componentes que juntos compõem toda a arquitetura física do sistema.

 

 

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Figura 19 – Diagrama de Execução

5. Conclusão

Embora a UML forneça um conjunto considerável de diversos diagramas que ajudam a definir uma aplicação, de modo algum é uma lista completa de diversos diagramas úteis que você poderia querer usar. Em muitos lugares, diferentes diagramas podem ser úteis, e você não deve hesitar em usá-los.

Não se pode examinar um diagrama UML e dizer exatamente como seria o código equivalente. Entretanto, você pode ter uma idéia aproximada de como ficaria o código. Na prática isso é suficiente para ser útil.

A UML também é utilizada na atividade de análise de requisitos para descobrir o que usuários e clientes de um produto de software querem que o sistema faça, algumas técnicas de UML são úteis como: casos de uso, diagrama de classes, diagrama de atividades, dentre outros.

 

 

 
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