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easy Java Magazine 4 - Índice

Modelagem de software com UML - Easy Java Magazine 4

Neste artigo falaremos sobre a importância da modelagem, as atividades gerais do desenvolvimento de software e como utilizar a linguagem UML em cada uma dessas atividades.

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Modelagem de software com UML
Desvendando o processo de desenvolvimento de software

A modelagem é uma das principais atividades que levam à implementação de um bom software. Construímos modelos para comunicar a estrutura e o comportamento desejados do sistema, visualizar e controlar a arquitetura do mesmo e compreender melhor o sistema que estamos elaborando.
A modelagem de software utiliza vários modelos para projetar um determinado sistema. Um modelo é uma simplificação da realidade, criado para facilitar o entendimento de sistemas complexos. Estes modelos podem abranger planos detalhados, assim como planos mais gerais com uma visão panorâmica do sistema.
Todos os sistemas podem ser descritos sob diferentes aspectos, com a utilização de modelos distintos, onde cada modelo será, portanto, uma abstração específica do sistema. Os modelos podem ser estruturais, dando ênfase à organização do sistema, ou podem ser comportamentais, dando ênfase à dinâmica do sistema.
De acordo com Booch, Rumbaugh e Jacobson [1], há quatro objetivos principais para se criar modelos:
1.    Eles ajudam a visualizar o sistema como ele é ou como desejamos que ele seja;
2.    Eles permitem especificar a estrutura ou o comportamento de um sistema;
3.    Eles proporcionam um guia para a construção do sistema;
4.    Eles documentam as decisões tomadas no projeto.

Através dos modelos, conseguimos obter múltiplas visões do sistema, particionando a complexidade do sistema para facilitar sua compreensão, e atuando como meio de comunicação entre os participantes do projeto. Portanto, uma linguagem de modelagem padronizada, tal como a UML, é fundamental para a construção e o entendimento de bons modelos.
Se você quiser construir grandes softwares, o problema não se restringirá a uma questão de escrever grandes quantidades de código – de fato, o segredo está em elaborar o modelo correto e pensar em como será possível elaborar menos código, com maior confiabilidade e qualidade. Isso faz com que o desenvolvimento de software de qualidade se torne uma questão de arquitetura, processo e ferramentas, reduzindo um pouco a responsabilidade da implementação.
Princípios de modelagem
Segundo Booch, Rumbaugh e Jacobson [1] há quatro princípios de modelagem, os quais são citados a seguir.
A escolha dos modelos a serem criados tem profunda influência sobre a maneira como um determinado problema é atacado e como uma solução é definida.
Em relação aos softwares, a escolha de modelos poderá ser modificada, de maneira significativa, de acordo com a visão de mundo do projetista. Projetistas distintos podem criar modelos bastante variados entre si, dados os mesmos requisitos do software. Um ponto importante é que cada visão de mundo conduz a um tipo diferente de sistema, com custos e benefícios diversos. A visão de mundo, no caso do desenvolvimento de software, refere-se à experiência dos desenvolvedores e às tecnologias que eles conhecem.
Cada visão de mundo pode gerar modelos de sistema diferentes (as tecnologias e técnicas utilizadas nos sistemas podem ser diferentes). O modelo do sistema deve adequar-se não só aos requisitos do mesmo, como também aos conhecimentos da equipe de desenvolvimento. Criar projetos que utilizem tecnologias desconhecidas pela equipe pode atrapalhar o andamento do projeto, pois os desenvolvedores teriam que aprender essas novas tecnologias e como utilizar seus recursos.
Há várias técnicas de modelagem existentes e cada uma delas é adequada para um determinado problema. Uma técnica pode ser mais eficiente que outra em um caso, o que não significa que ela será a melhor em todos os casos. Dessa forma, saber qual técnica utilizar num determinado momento é um fator crucial para o sucesso do desenvolvimento de software de boa qualidade.
Cada modelo poderá ser expresso em diferentes níveis de precisão.
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