Do que se trata o artigo:

Este artigo aborda as principais razões para a adoção de um sistema de antivírus corporativo e quais as implicações que uma organização pode sofrer por não seguir as melhores práticas de segurança contra ameaças virtuais.


Em que situação o tema é útil:

Espera-se que, com este artigo, as equipes responsáveis pelos departamentos de Tecnologia da Informação e de Segurança possam argumentar junto aos departamentos responsáveis pela aprovação dos orçamentos que a aquisição incorreta deste tipo de solução pode comprometer seriamente a continuidade das atividades da organização, seja devido a ataques na rede como o pagamento de multas pelo uso indevido da licença dos aplicativos.

Resumo do DevMan:

A batalha dos antivírus contra as mais perigosas pragas virtuais (malwares) não é recente, vem do início da década de 70. Ainda assim, têm-se inúmeros casos de mau uso dos sistemas de proteção dentro das organizações. Seja por dificuldades técnicas ou por questões financeiras, o fato é que muitas destas empresas ou instituições ainda não adotaram um sistema de antivírus corporativo, preparado para proteger grandes quantidades de equipamentos, de forma centralizada e segura.

Há aproximadamente 40 anos o mundo teve seu primeiro contato com o vírus de computador. Essa praga ficou conhecida como Creeper, devido à mensagem que ele apresentava na tela dos computadores: “Eu sou o Creeper, pegue-me se você puder”. Esse fato ocorreu em 1971, dentro da Advanced Research Project Agency Network ou se preferir, a famosa ARPANet do Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América. Esta rede foi criada com o objetivo de interligar diversos pontos estratégicos do governo, de forma a garantir a continuidade das comunicações em caso de uma guerra. Esta rede foi a precursora do que hoje chamamos Internet.

Através desta estrutura de comunicação o vírus se replicava, fazendo surgir a tal mensagem nos diversos computadores conectados na ARPANet, rodando o sistema TENEX. Para combater a disseminação dessa praga, foi criado outro programa, chamado de Reaper. Este também possuía o comportamento de se replicar, similar ao Creeper, porém seu objetivo era o de entrar em sistemas que já estivessem infectados com o vírus para eliminá-lo. Estava então inaugurada na prática a batalha dos antivírus no mundo virtual.

Hoje, com a democratização da Internet permitindo o acesso nos locais mais remotos do planeta, por pessoas de todos os tipos e empresas de todos os tamanhos, o que se vê é uma explosão de malwares, um novo “Big Bang” de ameaças virtuais que se transformaram em ameaças reais.

Já passou o tempo em que ter um antivírus instalado e atualizado no computador era garantia de segurança para o usuário. Nos últimos anos, os malwares têm explorado vulnerabilidades em diversos programas, como por exemplo, falhas em sistemas operacionais desatualizados, bugs em aplicativos como pacotes Office ou Adobe, e browsers como Internet Explorer ou Firefox.

Quer um exemplo recente? Lembram-se do Conficker, aquele malware que em poucos dias infectou cerca de nove milhões de computadores explorando falhas de segurança dos sistemas operacionais desatualizados da Microsoft. Em Novembro de 2008, hackers disseminaram na rede este novo vírus que buscava explorar basicamente três tipos de vulnerabilidades:

· Explorar uma falha do serviço de RPC, acrônimo de Remote Procedure Call, ou Chamada Remota de Procedimento, em todos os computadores com sistema Windows desatualizados. O patch que corrigia essa vulnerabilidade havia sido lançado em outubro de 2008;

· Quebrar senhas fracas do usuário Administrador dos alvos, permitindo o acesso aos compartilhamentos na rede, aumentando o seu poder de disseminação;

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