De que se trata o artigo

O lançamento XE2 dos produtos Embarcadero trouxe novidades no Delphi, PHP e também no Prism. Neste artigo é abordada uma das novidades do Prism XE2, a possibilidade do desenvolvimento de aplicações voltadas para o Windows Phone. Dessa forma, a premissa principal do artigo é dar um start neste desenvolvimento.


Em que situação o tema é útil

Desenvolvimento de aplicativos para smartphone utilizando Prism XE2. Até tempos atrás, o que se via na indústria de software era sua predileção e foco voltado para a construção e posterior comercialização de aplicativos para as já tradicionais plataformas Desktop e Web. No entanto, em tempos mais recentes o que se viu foi esse direcionamento sendo voltado também para uma nova gama de aplicativos, agora destinados a um nicho totalmente emergente, que é o das plataformas móveis. Neste quesito, especificamente para o mundo .NET, o foco do momento é o desenvolvimento de aplicativos para o mais recente sistema operacional móvel da Microsoft, o Windows Phone 7, que substitui o anterior Windows Mobile. Como já dito, através do Prism, os desenvolvedores Delphi são capazes de usufruir da gama de possibilidades .NET, inclusive a construção de aplicativos deste tipo.

Aplicações Windows Phone no Prism XE2

O Delphi Prism se popularizou no meio Delphi por ser uma nova opção no que diz respeito ao desenvolvimento de aplicações. O seu diferencial se dá pelo fato de que, por se tratar de um plug-in, se integra devidamente ao principal IDE para o desenvolvimento baseado no Microsoft .NET Framework, o Visual Studio. Assim sendo, possibilita que o desenvolvedor Delphi faça uso dos mais variados recursos deste framework para a construção de aplicações desta natureza, utilizando para isso uma linguagem muito próxima do Pascal (utilizada no Delphi tradicional), conhecida como Oxygene. Em meio a novos recursos e novidades da versão XE2, o nome do produto foi alterado sendo agora chamado apenas de Prism XE2. Neste meio tempo o mais recente sistema operacional móvel da Microsoft, o Windows Phone 7, se estabelecia no mercado fazendo o desenvolvimento de aplicativos para esta plataforma ganhar certo destaque. O Visual Studio eficazmente proporciona templates de projetos para a construção destas aplicações, que utilizam uma versão especial do Microsoft Silverlight. Logo, através do Prism pode-se fazer proveito de tais recursos do IDE para a construção de aplicações para Windows Phone. Desta forma, o artigo visa apresentar todo um embasamento teórico que envolve este tipo de desenvolvimento, assim como demonstrar de maneira prática os recursos disponíveis pelo IDE para tal.

Nos dias atuais o desenvolvimento de aplicativos móveis vem numa crescente na mesma medida em que seus dispositivos se estabelecem num mercado que não para de evoluir. Estes dispositivos são conhecidos como smartphones, possuem funcionalidades tão avançadas quanto o de um computador tradicional, e que são executadas por aplicativos através de seu sistema operacional. Este cenário atual de smartphones se contrasta à sua geração anterior formada essencialmente por telefones celulares simples, que possuíam apenas os recursos básicos como chamadas de voz, mensagens de texto e adicionalmente alguns jogos mais triviais.

Dentre os SOs existentes atualmente alguns já se estabelecem como dominantes, podendo-se destacar o iOS, também conhecido como iPhone OS, Android e Windows Phone 7. Dessa forma, no que tange o desenvolvimento móvel a escolha por uma determinada plataforma é o primeiro passo a ser dado. Especificamente para o ambiente .NET, obviamente que a opção que se encaixa no contexto é o Windows Phone 7, que é a nova aposta da Microsoft para este mais recente nicho de mercado. Esta plataforma, aliás, veio para substituir sua antecessora, a do Windows Mobile.

A plataforma Windows Mobile surgiu em meados de 2000 e rodava exclusivamente sobre um hardware denominado Pocket PC. Em vista do sistema operacional Windows, aplicativos já conhecidos do ambiente Desktop ganharam sua versão móvel, como Word, Excel, Internet Explorer, entre outros. Além disso, foi através do Windows Mobile que a Microsoft proporcionou aos desenvolvedores a primeira oportunidade para criação de aplicativos voltados para dispositivos móveis. Isto porque além do próprio sistema operacional móvel, ela lançou um conjunto de ferramentas de desenvolvimento para suas aplicações nativas.

Na visão do desenvolvedor, o que marcou essa geração Windows Mobile foram alguns problemas pontuais que afetavam direta ou indiretamente a questão mercadológica. Em outras palavras, se o desenvolvedor da época tinha a intenção de produzir aplicações comercialmente, encontrava certas barreiras naturais. Uma delas era o público a ser atingido, uma vez que os aparelhos eram caros para o padrão popular, a ponto da plataforma se voltar para os usuários corporativos em detrimento à grande massa. Outro fator diz respeito à navegação Web, em vista da baixa velocidade, do tamanho inadequado da tela dos dispositivos e dos altos preços dos planos de dados. Por fim, o desenvolvedor ainda tinha o entrevero da portabilidade, em que a cada nova versão lançada do sistema operacional, novos e distintos dispositivos eram lançados, cada qual com seus próprios recursos e sua resolução de tela, suficientes ou não para atender suas aplicações atuais. Assim sendo, o desenvolvimento ficava fadado a testes na maior variedade de dispositivos possíveis, causando transtornos não medidos.

Windows Phone 7

Em vista dos problemas já conhecidos e reportados pelos consumidores (usuários e desenvolvedores), e também muito em função também do sucesso recente de outras plataformas como iPhone e Android, a Microsoft resolveu então fazer um reboot de sua plataforma móvel. Eis que surge então o Windows Phone 7 Series, com a premissa de sanar os “problemas” da plataforma anterior com medidas como, por exemplo, definir um conjunto padronizado de hardware, além de agregar recursos pertinentes ao cenário atual, como o suporte a multitouch (multi-toque) e melhorar a experiência com o usuário. Mais recentemente a plataforma foi então renomeada, tendo seu nome encurtado para simplesmente Windows Phone 7 (WP7).

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