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Aprenda a desenvolver Web Service com Apache Axis – Parte I

Leitura obrigatória: WebMobile Magazine 1, Introdução às tecnologias Web Services: SOA, SOAP, WSDL e UDDI – Parte 1.

Leitura obrigatória: WebMobile Magazine 2, Introdução às tecnologias Web Services: SOA, SOAP, WSDL e UDDI – Parte 2.

 

Web service é, provavelmente, a tecnologia mais interessante para a troca de informações na internet. Ele permite que diferentes empresas, mesmo utilizando tecnologias e plataformas distintas, conectem-se de maneira padrão e executem procedimentos remotos através da utilização do protocolo padrão da internet – HTTP. Tudo isso com grande velocidade e facilidade.

O uso de web service é simplesmente fantástico, você pode acessar rotinas de validação de cartão de crédito, endereçamento postal (CEP), calcular valores de fretes dos sites de comércio eletrônico, news de empresas. Devido à popularização dessa abordagem, uma gama gigantesca de produtos já estão prontos em algum lugar, você só precisa ir lá e acessar, de maneira rápida e fácil, aliviando o processamento na máquina cliente, já que toda a lógica de negócio fica no servidor que hospeda os serviços.

Outra diferença em relação às abordagens de desenvolvimento “tradicional”, baseadas principalmente no uso de rotinas locais, é que os web services oferecem facilidades na disponibilização e na atualização de suas funcionalidades.

Em relação à fácil disponibilização, a empresa que desenvolve um módulo específico, por exemplo, uma rotina de validação de cartão de crédito, não precisa ficar distribuindo para todos os clientes este módulo, ela necessita somente publicar esse serviço em um local específico e os interessados em utilizá-lo ficarão responsáveis por realizar as devidas configurações para acessar esse serviço.

No contexto das facilidades para a atualização das funcionalidades do serviço, basta que o web service seja substituído e todos os clientes passam a acessar a última versão. Outra vantagem é a transparência para o firewall da empresa cliente, pois como as mensagens são strings XML (texto puro) e podem ser transportados pelo protocolo HTTP através a porta 80 - padrão dos browsers - não é preciso realizar configurações no firewall do cliente para que ele tenha acesso às funcionalidades disponibilizadas pelo web service.

Será apresentada neste artigo uma visão prática de como desenvolver web services e aplicações clientes responsáveis pela utilização das funcionalidades desses serviços.

Um pouco de conceito

Um web service é um serviço remoto disponibilizado em um determinado servidor. Para ter acesso às funcionalidades que ele disponibiliza, a aplicação cliente deve estabelecer com o servidor uma simples comunicação onde os dados que serão trocados estarão em formato texto, padrão XML. Devido ao uso desse tipo de comunicação, os dados podem ser facilmente lidos pelos mais diversos dispositivos, sistemas operacionais e até linguagens de programação. Essa característica é muito interessante, já que permite também uma maneira padronizada de todos terem acesso aos dados. Chamamos isso de interoperabilidade.

O segundo ponto interessante nesse processo é o SOAP, nome do “envelope” que irá carregar toda a comunicação entre a aplicação web service e o cliente. É importante deixar claro que SOAP não é um protocolo. Apesar de ser um acrônimo de Simple Object Access Protocol, na verdade ele é uma especificação que padroniza o conteúdo do XML tornado-o uma maneira comum para o envio e recebimento de requisições de uma aplicação. Envelopes SOAP podem trafegar sobre outros protocolos, como o HTTP, o SMTP (e-mail) ou algum outro desejado. ...

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