ler este artigo em PDFimagem_pdf.jpgs ao sair da “velha” e “ultrapassada” arquitetura cliente-servidor para o novo e promissor mundo dos sistemas com interface web. Porém, na ânsia de ganhar experiência rapidamente neste novo campo, alguns programadores queimam etapas importantes do processo de aprendizagem e encaram os recursos de programação para web simplesmente como uma nova biblioteca qualquer de uma linguagem que este já está familiarizado. Ele usa objetos para criar interfaces, mas não possui muito conhecimento sobre a infra-estrutura que estes objetos representam e que torna a internet possível.

Certamente esta visão limitada em relação às adaptações necessárias para a utilização de uma linguagem de programação para web é um dos problemas que mais causam dificuldades para quem está começando. O desenvolvedor descobre que deve manipular objetos de nomes estranhos como request, response e session, e começa a utilizá-los sem conhecer o significado e o funcionamento desses novos objetos. A partir daí, ele se torna uma figura conhecida como “colador de código”.

“Colar código” parece funcionar no início da utilização deste novo paradigma de desenvolvimento, mas logo o programador começa a enfrentar requisitos um pouco mais complexos. Neste momento o desenvolvedor irá se perguntar desesperado qual parte do estudo pulou. Ele percebe, assim, que conhecer um pouco do funcionamento da web em um nível um pouco mais baixo é essencial para que possa evoluir de um simples “colador de código” para um programador eficiente.

Ao longo deste artigo, iremos descrever os principais conceitos relacionados ao desenvolvimento de uma aplicação web, e como estes conceitos estão presentes em uma linguagem de programação.

Um pouco de história

No protocolo HTTP temos definidas as fases de comunicação entre clientes (os browsers) e servidores web, os formatos das mensagens trocadas entre estes dois programas, além de um padrão de endereçamento de documentos chamado hoje de Uniform Resource Locator (URL). O HTTP passou a ser usado amplamente no meio acadêmico para troca de informação científica e, com a especificação da Hyper-Text Markup Language (HTML), sagrou-se rapidamente como o serviço mais popular da internet. O HTTP tornou-se um padrão de fato em 1996 com a publicação da RFC1945 (ver o que são RFCs na Nota 1) pelo Internet Engineering Task Force (IETF). Este documento descreve todos os detalhes da primeira versão do protocolo de aplicação utilizado pela web.

 

Nota 1. Request for Comments.

As RFCs são documentos publicados por grupos de trabalho do IETF com o objetivo de padronizar a implementação de serviços, protocolos ou procedimentos (existe, por exemplo, uma RFC que cria um padrão de escrita de RFCs!). Elas são extremamente importantes, já que o estabelecimento de padrões de comunicação foi um dos passos básicos para o crescimento da internet. As RFCs são a fonte de informações primordial dos desenvolvedores de programas, componentes de comunicação ou equipamentos que fazem uso da internet.

 

Há algum tempo atrás, esta RFC era a única fonte de estudo de um programador que estivesse entrando no mundo web (http://www.ietf.org/rfc/). Mas, atualmente não é mais necessário saber toda esta especificação. Hoje temos linguagens e frameworks direcionados para o desenvolvimento de aplicações web que já implementam tudo aquilo que está padronizado pelo HTTP. Aqueles objetos de nomes estranhos como request, response e session nada mais são do que pacotes de software através dos quais podemos interagir com o HTTP. É por isso que para deixar de ser somente um “colador de código”, o programador deve conhecer um pouco sobre o funcionamento do HTTP, pois é com ele que estará sempre interagindo e é ele quem determinará o que é possível fazer numa aplicação web.

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