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[lead]De que se trata o artigo:

No presente artigo veremos 10 boas práticas na implementação de serviços web RESTful. Neste contexto, falaremos sobre vários temas como REST, SOA, métodos e códigos de status HTTP, cache, cookies, segurança e testes.

Para que serve:

É possível desenvolver serviços web de acordo com o estilo arquitetural REST. Por isso, é importante conhecer as boas práticas e principalmente o que não se deve fazer no desenvolvimento destes serviços.

Em que situação o tema útil:

É interessante conhecer as boas práticas de determinado estilo de arquitetura a fim de se produzir softwares mais seguros, escaláveis e com maior manutenibilidade. Particularmente, falaremos sobre a arquitetura REST.

Boas práticas com web services RESTful:

Muito se fala em serviços web RESTful. Por isso, abordaremos 10 boas práticas na implementação destes serviços, como: uso correto dos métodos POST, GET, PUT e DELETE, códigos de status HTTP, cache, cookies, segurança, testes, entre outros; bem como várias dicas ao longo do artigo. [/lead]

Neste artigo, falaremos muito sobre dois termos: REST e RESTful. Podemos definir REST (REpresentational State Transfer) como um estilo de arquitetura para sistemas hipermídia distribuídos – sistemas que lidam de maneira simultânea com textos, imagens, vídeos, etc. Por sua vez, o termo RESTful se refere aos sistemas que seguem os princípios REST.

Atualmente, empresas como Yahoo, Amazon, entre outras, estão utilizando amplamente esta tecnologia, o que a tornou popular. Um dos motivos disso deve-se ao fato de que se consegue facilmente fazer um cliente que utilize serviços da Amazon, ou mesmo acessar sua conta do twitter via um aplicativo simples. Tutoriais sobre isso são fáceis de achar, pois assim como consumi-los é trivial, a construção também é. Por isso, focaremos nas boas práticas na implementação desses serviços.

Neste artigo, conceituaremos os princípios REST, falaremos sobre os métodos e códigos de status HTTP, cache, cookies, segurança e testes. Para os exemplos de código, vamos utilizar o Jersey, que é a implementação de referência da especificação JAX-RS (API Java para web services RESTful).

A partir de agora, vamos analisar 10 boas práticas que tornarão seus serviços mais padronizados, seguros e melhores. Note que, o mais importante não é decorar, mas ter uma visão geral e se lembrar, principalmente, do que não fazer.

[subtitulo]1. Entenda REST[/subtitulo]

A primeira boa prática não poderia ser outra senão entender o assunto que se está tratando. Assim, é muito importante conhecermos os princípios REST, para ter uma visão geral da arquitetura.

[subtitulo] Um protocolo cliente/servidor sem estado[/subtitulo]

Nem o cliente e nem o servidor têm a necessidade de armazenar estados transitórios entre as mensagens de pedido e resposta. Esta restrição isola o cliente das alterações no servidor, uma vez que, entre duas requisições, não há ligação cliente-servidor. O cliente poderia receber algumas informações do servidor, e enquanto o primeiro fazia algum processamento, o segundo poderia ser até reiniciado, sem que o cliente perceba nada. De fato, a separação cliente/servidor deve ser bem clara: um módulo presta o serviço e o outro o consome.

Além disto, concorrência, segurança, escalabilidade e muitos conceitos de programação se tornam mais simples quando não há estados, e as aplicações tornam-se muito mais fáceis de desenvolver.

[subtitulo]Um conjunto de operações bem definidas [/subtitulo]

REST se utiliza do conjunto de operações definidas no protocolo HTTP, em que as mais conhecidas são POST e GET. Adicionando o PUT e o DELETE, já temos um CRUD. Existem também mais alguns métodos como HEAD e OPTIONS, que veremos mais adiante.

[subtitulo]Recursos[/subtitulo]

Recursos são os elementos de informação em uma arquitetura REST. Qualquer informação que puder ser nomeada pode ser considerada um recurso. Exemplos: usuários, produtos, documentos, imagens, outros recursos, etc. Cada recurso possui um conjunto de operações, conforme descrito no subtópico anterior.

Lembre-se que os recursos são coisas e não ações, por isso os nomes utilizados na URI devem ser padronizados como substantivos. Por exemplo, para um recurso usuário, faça com que o método da sua classe Java anotado com @GET seja executado caso seja feita uma solicitação GET à URI /user/{id}. Como há uma padronização neste sentido, é um anti-padrão mapear a URI como /user/getUser/{id}, pois as operações básicas – adicionar, recuperar, atualizar e remover – serão definidas pelos métodos HTTP.

[subtitulo]2. REST não é para tudo[/subtitulo]

Além do REST, é possível construir web services usando SOAP. Veremos a seguir algumas situações onde cada estilo é mais recomendado. REST é interessante nas seguintes situações:

  • Os serviços web são totalmente sem estado;
  • O armazenamento em cache pode ser aproveitado para o desempenho;
  • O produtor e o consumidor de serviços têm uma compreensão mútua do contexto e do conteúdo que está sendo repassado;
  • Se a largura de banda for limitada, por exemplo, em dispositivos de perfil limitado como PDAs e telefones celulares.
  • Por outro lado, use SOAP quando:

  • Um contrato formal deve ser estabelecido para descrever a interface que oferece o serviço web. O WSDL (Web Service Description Language) descreve os detalhes tais como mensagens, operações, ligações e localização do serviço web;
  • A arquitetura deve atender requisitos não-funcionais complexos. Exemplos incluem transações, segurança, endereçamento, confiança, coordenação e assim por diante. A maioria das aplicações do mundo real vão além das operações CRUD simples e requerem informações contextuais e estado de conversação;
  • A arquitetura precisa lidar com o processamento assíncrono, lógica de invocação de outros serviços e estados. Isso é tratado facilmente com BPM (Business Process Management).
  • [subtitulo]3. Mantenha os princípios SOA[/subtitulo]

    Como REST não deixa de ser uma arquitetura orientada a serviços (SOA), deve-se tentar ao máximo manter os princípios de interoperabilidade e acoplamento fraco.

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