O objetivo não é demonstrar ou comparar as alternativas oferecidas, mas expor como definir planos estratégicos que podem ser adotados para fazer, ou indicar, uma boa escolha.
Com base nisso o leitor terá condições de avaliar o seu projeto e tomar a melhor decisão sobre a tecnologia ou conjunto de tecnologias que serão utilizadas para construção da interface web.
O desenvolvimento da interface gráfica de uma aplicação, devido à sua importância, é um assunto estudado em várias áreas da Ciência da Computação.
A Interação Humano-Computador (IHC) ou Interface Homem-Máquina (IHM) é uma matéria obrigatória em alguns cursos de graduação ou especialização e trata exatamente deste assunto.
O conceito de IHC nos mostra que são vários os requisitos necessários para a criação, bem definida, da interface entre a aplicação e o usuário como, por exemplo: usabilidade, simplicidade, ergonomia e acessibilidade.
Além disso, percebemos que conforme a tecnologia avança, esses requisitos podem aumentar ou se modificar.
Nos primórdios da computação, a interface com o usuário era determinada pela própria arquitetura da máquina (ex: cartões perfurados e fitas magnéticas) e pouco depois pelo sistema operacional (ex: linha de comando e cartuchos).
Quem teve o “privilégio” de ver funcionando um computador cuja interface com o usuário era uma leitora de cartão perfurado, poderá lembrar de algo nada intuitivo ou até mesmo compreensivo pela maioria das pessoas.
Neste início da era computacional, o modo e a forma da interface da máquina com o homem era com o intuito de atender às exigências e às necessidades do computador, sendo que o ser humano deveria se adaptar a ela.
Com a evolução da informática, este conceito se inverteu e foram os sistemas informatizados que passaram a tentar atender às necessidades dos usuários. Assim, os próprios sistemas operacionais mudaram suas interfaces para os modos visuais, e em vez de linhas de comandos ou menus, passaram a existir ícones e janelas, que são interfaces muito mais intuitivas para maioria dos usuários.
Quando tratamos do desenvolvimento de aplicações Java para o ambiente web, começamos com os famosos Applets, que são praticamente uma versão do modelo Desktop (Swing) executando através do navegador. Estes surgiram como a primeira alternativa para este tipo de desenvolvimento e estão por aí até hoje.
O uso principal dos Applets, atualmente, é para possibilitar o acesso a dispositivos conectados no equipamento do usuário, como leitoras de cartões criptográficos, algo que não é possível fazendo uso apenas de recursos oferecidos pelo navegador por questões de segurança.
No atual estado da tecnologia Java, chegamos a uma integração quase simbiótica com os navegadores, o que é possibilitado através de componentes e frameworks que implementam as especificações da plataforma Java Enterprise Edition.
Para atender essa relação, entre a tecnologia Java e os navegadores, existem no mercado diversas implementações de bibliotecas e componentes para a camada de interface de aplicações Java EE e que abordaremos neste artigo.
Quando seguimos o conceito de arquitetura dividida em camadas, mais especificamente quando optamos pelo padrão MVC (Modelo-Visão-Controle), em uma aplicação Java EE, na camada de visão é onde encontraremos a maior variedade de opções de tecnologias que podem ser utilizadas.
Inclusive, algumas disponíveis no mercado não são exclusivas para a plataforma Java, como é o caso das bibliotecas JavaScript. Com base nisso, o principal objetivo deste artigo será analisar os principais requisitos de um projeto para se definir uma estratégia de escolha de tecnologia que visa minimizar o impacto no esforço do seu desenvolvimento.
O perfil do usuário
Quando comparamos a forma como era feita a interação Humano-Computador nos primórdios da computação com a que é feita hoje, podemos perceber uma grande evolução nas características destas interfaces. No princípio, o foco da relação (homem-máquina) era nas carac ...
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