Aproveitando a bem-sucedida abstração de acesso a repositórios de dados persistentes, Spring Data, uma implementação desta, nomeada Spring Data Solr, foi introduzida com o objetivo de facilitar o acesso a dados armazenados em servidores Solr.
Assim, pensando em favorecer o entendimento desta tecnologia, serão apresentados neste artigo os seus principais recursos e depois, com uma fundamentação sólida de conceitos e convenções, será desenvolvido um exemplo para demonstrar o uso do Spring Data Solr já integrado ao Spring Boot, que permite uma ágil construção de projetos e sem grandes custos de setup, comuns a projetos Spring.
O Spring Framework é uma plataforma que provê uma série de abstrações que auxiliam o desenvolvedor na construção de aplicações Java. O intuito é deixar o desenvolvedor focado nas regras de negócio da aplicação, enquanto toda a infraestrutura básica é fornecida pelo Spring.
Por exemplo: transações passam a ser criadas e aplicadas por métodos anotados com @Transactional; operações gerenciadas podem ser criadas sem ter que lidar com a API da JMX; etc.
O Spring, em virtude do tamanho, tem sua estrutura separada em módulos e tais módulos devem ser adicionados ao projeto em desenvolvimento de acordo com a necessidade.
Cada módulo (sendo Spring ou não) requerido pela aplicação é considerado uma dependência e estas podem ser administradas por um gerenciador de dependências, como é o caso do Maven.
Além do gerenciamento de dependências (e a incorporação das mesmas ao projeto), é necessária, a aplicações web, a configuração em um padrão que seja entendido pelo servidor de aplicação (por exemplo, a configuração de Servlets ou filtros).
Este trabalho pode ser mitigado com a utilização do Spring Boot, que parte do princípio de que toda aplicação tem uma configuração padrão, e que pode ser modificada se necessário. Assim, com o Spring Boot, evita-se que 99% das aplicações Spring precisem ser configuradas do zero.
A estrutura proposta pelo Spring Framework promove a utilização de abstrações para fornecer uma interface padrão. Esta característica permite que o desenvolvedor comece com alguns testes preliminares sem que se aprofunde na tecnologia em questão.
O módulo/projeto Spring Data é um exemplo. Alguns padrões e interfaces são estipulados em um projeto comum e diferentes implementações utilizam esta base comum para acesso a repositórios específicos.
Assim, tem-se implementações do Spring Data para acesso a bancos de dados relacionais por meio da JPA, ElasticSearch, Neo4J, MongoDB, Solr, entre outros, todos utilizando a mesma metodologia. Portanto, ter conhecimento de como funciona o Spring Data pela utilização de uma das implementações fornece uma base para que outras sejam utilizadas pelo desenvolvedor.
O Spring Data facilita o desenvolvimento de aplicações com acesso a repositórios de dados pela disponibilização de um conjunto de operações e interfaces padrão.
Estas compreendem desde operações
simples como criação, carga, modificação e exclusão de registros, bem como
operações mais complexas, que envolvem paginação e ordenação de registros.
Outra funcionalidade marcante do Spring Data é a capacidade de interpretação de
nomes de métodos para gerar ações (geralmente queries). Por exemplo: ao
escrever uma interface de acesso a dados contendo o seguinte método: Page< ...
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