Por que eu devo ler este artigo:A Arquitetura Orientada a Serviços, ou SOA, tornou-se um padrão nas empresas quando existe a necessidade de integração entre sistemas.

Sem dúvidas, esse padrão tem sido a base para oferecer às organizações o poder de gerenciar o fluxo de informações e escolher a melhor maneira de tratá-las.

Porém, com o advento da Computação em Nuvem, houve um significativo aumento na flexibilidade com que recursos computacionais são disponibilizados às aplicações, facilitando bastante a criação de aplicações distribuídas.

Diante disso, surgiu uma nova forma de oferecer serviços dentro do padrão SOA. Conhecido como micro serviços, este novo conceito oferece boas vantagens frente às aplicações monolíticas encontradas nas empresas, principalmente com relação à escalabilidade.

Pensando nisso, este artigo tem como objetivo apresentar conceitos e demonstrar a criação de um micro serviço usando ferramentas que têm revolucionado o desenvolvimento ágil contemporâneo: Spring Boot, Reactor e Gradle.

Após uma série de escândalos financeiros em meados de 2001, quando grandes empresas americanas fraudaram demonstrações financeiras para encobrir prejuízos – o que fez com que muitos investidores tivessem grandes prejuízos – o congresso americano aprovou uma lei denominada Sarbanes-Oxley.

Também conhecida como SOX, esta lei penaliza, criminalmente, executivos de empresas com ações na bolsa de Nova York por fraudes ou desvios em demonstrações financeiras.

Diante deste novo contexto de responsabilidade financeira, houve um significativo aumento na pressão por uma maior transparência nos relacionamentos envolvendo acionistas, conselho, diretoria, auditoria independente e conselho fiscal. Para alcançar tal transparência, as empresas buscaram os princípios de uma metodologia conhecida como Governança Corporativa.

Esta busca alavancou também a adoção dos princípios de outra metodologia, denominada Governança de TI. De fato, a Governança de TI está muito ligada à gestão corporativa, porque sistemas de informação constituem uma peça fundamental na gestão de toda a complexidade encontrada nos processos de uma organização.

Deste modo, os holofotes voltaram-se para os departamentos de TI das grandes empresas, gerando uma reflexão sobre como os sistemas controlavam a informação e, principalmente, como trocavam tais informações entre si.

A partir daí guias como o COBIT (Control objectives for information and related technology) estabeleceram-se dentro das empresas e, analisando sob o âmbito do desenvolvimento de software, conceitos como BPM (Business Process Management) e SOA (Service-Oriented Architecture) se fortaleceram, ganhando cada vez mais espaço dentro das grandes corporações.

Nesta época, a prática de SOA mostrou-se como uma solução de baixo custo e com maior flexibilidade para integrar os sistemas monolíticos encontrados nas empresas. Além disso, o SOA proporcionava maior proximidade aos requisitos relacionadas à transparência demandados pelas novas políticas corporativas. Outro fato relevante, que contribuiu ainda mais para o desenvolvimento deste estilo arquitetural, foi o progresso de tecnologias relacionadas a web services na primeira década deste século, ocorrido a partir do esforço em conjunto de empresas como Microsoft, Sun, IBM e Oracle.

SOA – Arquitetura Orientada a Serviços

Por definição, Arquitetura Orientada a Serviços é um design pattern no qual componentes oferecem serviços a outros componentes através de um protocolo de comunicação. Geralmente, o método de integração usado para esta comunicação é conhecido como “Integração Horizontal”, ou Enterprise Service Bus (ESB), onde há um barramento central responsável por controlar o fluxo de eventos e informações entre os componentes.

O princípio básico da orientação a serviços é ser independente de qualquer software ou tecnologia específica. Sendo assim, SOA não é um padrão de tecnologia enterprise, que depende de um único protocolo de comunica ...

Fim do trecho gratuito • continue abaixo
CONTEÚDO EXCLUSIVO

Desbloqueie toda a DevMedia

  • +2000 artigos e vídeos
  • +40 trilhas sobre Front-end, Back-end, IA e muito mais
  • +5000 exercícios práticos
  • Mentorias ao vivo individuais
até 50% OFF
A partir de
R$ 69 /mês
Assinar agora