Por que eu devo ler este artigo:DevOps não é apenas um dos termos mais citados no universo da computação dos dias de hoje. Tornou-se, desde já, um item essencial no currículo e no cotidiano de qualquer profissional de computação que trabalhe com desenvolvimento de software e deseje se manter atualizado e, principalmente, competitivo no mercado de trabalho.

Entretanto, acompanhar o mundo de DevOps não é tarefa fácil. As ferramentas, práticas e metodologias a ela associadas evoluem muito rapidamente, trazendo a cada semana um leque ainda maior de opções para atacar os desafios de desenvolvimento de software.

Com base nisso, este artigo tem por objetivo introduzir os principais aspectos deste novo mindset e, a partir de plataformas como Maven, Git, Redmine e Jenkins, demonstrar na prática o que e como fazer para aplicar os princípios de DevOps no nosso dia a dia.

A paternidade do termo DevOps é atribuída ao administrador de sistemas Patrick Debois que, incomodado ao experimentar os tradicionais conflitos entre desenvolvedores e administradores de sistemas, sentiu a necessidade de fazer algo para que este tipo de impasse fosse, enfim, solucionado.

Este movimento iniciou-se no ano de 2007 e, após alguns encontros de Debois com outros profissionais, como o desenvolvedor Andrew Shafer e o engenheiro de sistemas John Allspaw, culminou na organização de um evento para discutir especificamente esta questão dos desafios da integração entre as áreas de desenvolvimento e operações das empresas.

A ideia do evento era muito interessante, mas precisava de um título com boa sonoridade e que fosse curto o suficiente para facilitar sua disseminação através das redes sociais – principalmente o Twitter.

Partindo desses princípios, Debois teve a ideia de combinar as três primeiras letras das duas áreas, chegando no nome ‘DevOps Days’. O evento, muito bem aceito pela comunidade, foi bastante comentado no Twitter e o termo, DevOps, ganhou rapidamente uma expressiva popularidade. Desde então é o nome que representa este novo mindset dentro do universo da TI.

A partir disso, ao longo deste artigo cobriremos os principais aspectos ligados ao desenvolvimento de software em um projeto DevOps, analisando algumas ferramentas, plataformas e técnicas importantes para que se desenvolva código com qualidade e de forma gerenciada.

Para o leitor que quiser conferir a história completa a respeito do surgimento do DevOps, é só conferir a referência que deixamos na seção Links.

Mas o que é DevOps, afinal?

DevOps é o termo usado para representar um modelo de pensamento em que as áreas de desenvolvimento e operações se harmonizam no intuito de otimizar a construção e entrega de software. Trata-se de um paradigma cujo objetivo principal é eliminar os obstáculos historicamente enfrentados pelas empresas na entrega de sistemas, através de um fluxo mais equilibrado, sinérgico, entre todas as áreas ativas neste processo.

Não é, entretanto, algo que se pode chamar de novo. Assim como outros movimentos que surgem e rapidamente se popularizam na computação – como o próprio fenômeno da Internet das Coisas ou o advento das metodologias ágeis –, a popularização de DevOps tem provocado em alguns profissionais mais experientes o sentimento de que, a bem da verdade, não há nada nesta proposta que já não viesse sendo praticado por eles há anos.

De fato, toda esta glamourização pode parecer um exagero para alguns, pois indica um certo ineditismo. No entanto, há o lado positivo de toda a história: este rótulo de ‘pop-star’ que DevOps ganhou no mercado acaba atraindo uma grande parcela de pessoas que não está habituada a trabalhar em conformidade com os conceitos e as práticas sugeridas pelo movimento.

E isto, aliado a todo o arsenal de ferramentas que tornam possível a implementação da ideia, contribui indubitavelmente para uma transformação bastante positiva do nosso mercado.

O aspecto cultural

Uma implementação bem-sucedida da cultura DevOps em qualquer empresa passa, necessariamente, por uma mudança cultural. Embora esta não seja a perspectiva tonante do artigo, é importante termos em mente que todo reforço realizado na infraestrutura de uma empresa terá sido em vão caso seus colaboradores não incorporem a verdadeira mensagem que este novo paradigma busca transmitir.

Existem hoje, não raros, casos em que ferramentas de trabalho são empregadas de forma equivocada simplesmente pelo fato de que a empresa, ainda presa às suas antigas raízes, insiste em manter seu foco em valores errados.

Um caso clássico, com o qual muitos leitores poderão, inclusive, se identificar, é a prática de revisão de código. Existem, atualmente, ferramentas que geram sessões de revisão a cada submissão de código no repositório. O ...

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