Por que eu devo ler este artigo:Este artigo objetiva mostrar de forma simplificada e prática a utilidade do Google App Engine e sua ligação com Android. Desta forma, o desenvolvedor estará apto a criar soluções que interajam com um sistema web, valorizando seu trabalho e aumentando seu leque de conhecimentos. Além disso, o texto aborda também o conceito de persistência de dados móvel-web, um termo muito popular nos dias de hoje, visto a necessidade deste tipo de comunicação em aplicativo de médio e grande porte. Este artigo é útil principalmente para programadores da plataforma Android que ainda não possuem muita familiaridade com sistemas web, ou ainda, para profissionais que já conheçam o Google App Engine e desejam dar seus primeiros passos no mundo móvel.

O desenvolvimento de aplicativos móveis atingiu um nível muito mais maduro do que se encontrava alguns anos atrás. A simples criação de "qualquer produto" já não é mais garantia de sucesso, visto a imensa concorrência que existe em todas as lojas on-line de aplicativos. Em pesquisas recentes divulgadas na internet, a soma das duas principais lojas, a Play Store (Android) e a App Store (iOS) somam mais de 2.5 milhões de opções.

Sendo assim, o desenvolvedor passou a ser mais exigido. Novas soluções e principalmente, a criatividade, nunca esteve tão em alta como agora. Ou seja, com a possibilidade muito ínfima de conseguir criar algo novo, os programadores partem para a criação de produtos já existentes, mas oferecendo features novas ou mais bem elaboradas.

Outro ponto crucial é o crescimento do ecossistema dos aplicativos móveis e a sua utilização. Desta forma, a interligação com sistemas web e/ ou serviços na nuvem também se tornou algo comum. Um grande exemplo disso é a necessidade de salvar os dados off-line no dispositivo móvel, mas com a possibilidade de espelhamento dos mesmos em um banco de dados relacional fora do dispositivo.

Aliás, não é a toa que o conceito de nuvem está ganhando tanta relevância no mercado de Tecnologia da Informação. Talvez, se fosse possível reduzir o ano de 2014 em dois conceitos predominantes, seria fácil responder Internet das Coisas e Cloud.

Apesar de não ser o foco principal deste artigo, a Internet das Coisas merece destaque porque no emaranhado do mundo móvel e na necessidade de integração com Cloud ela tem papel preponderante. Imagine um mundo onde todos os objetos do nosso dia-a-dia produzam e consumam dados. Para este poderio ter algum valor contextual aos seres humanos, é imprescindível que estes dados estejam disponíveis em algum ponto onde todos terão acesso, correto? Imagino que sua resposta tenha sido sim. Logo, a nuvem é a resposta.

Depois do estrondoso sucesso da placa microcontrolada, Arduino, a necessidade de expor os dados computacionais que esse poderoso dispositivo produziu ficou latente. Logo, o conceito de mini-pcs ganhou força, tendo no RaspberryPi seu principal expoente. Porém, o sucesso foi tanto que diversos outros dispositivos surgiram e o interesse das gigantes da tecnologia se acentuou, ao ponto de ouvirmos falar de Internet das Coisas praticamente o ano todo. E o assunto partia da opinião de empresas como Google, Apple, Intel, Cisco, IBM e outros gigantes.

Voltando ao exemplo citado anteriormente. Em um sistema de automação residencial, onde uma casa foi totalmente transformada em "inteligente" com o uso de diversos arduinos e mini-pcs. A residência gera e consome inúmeros dados por segundo, levando toda essa informação para a nuvem. Deste ponto em diante será possível criar um aplicativo Android (poderia ser qualquer outra plataforma mobile) que consome estes dados e torna a casa distante a apenas um clique, ou toque, dos seus moradores.

Imagino que o leitor já tenha sido convencido da necessidade de interligação entre o mundo mobile e um serviço web. E, diga-se de passagem, cada vez mais a fronteira entre mobile e web desaparece. Hoje em dia, existem inúmeros frameworks que permitem a construções de soluções cross-platform com linguagem web, principalmente com o trio HTML 5, Java Script e CSS3.

O próximo passo é a utilização justamente de um servidor web. No modo convencional seria contratada uma empresa que hospedaria este serviço web. Geralmente tendo um custo mensal para que o usuário ganhe um número IP válido, possa registrar em um servidor DNS e os seus futuros clientes tenham acesso ao produto.

Com esta abordagem surgem outros problemas. No entendimento do autor deste artigo dois deles são mais relevantes:

· custo para validar hipóteses: em alguns casos o desenvolvedor estará criando uma solução, estará naquele momento típico de uma ...

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