IBM IDS Guia de Instalação

Aprenda a instalar o banco de dados IBM Informix Dynamic Server - Parte 03

Edson D’Agostini


Configurando Variáveis de ambiente

Para acessar iniciar ou parar o servidor de banco de dados, cada usuário precisa configurar um conjunto apropriado de variáveis de ambiente. As variáveis necessárias para um ambiente não complexo é mostrada abaixo (Ler Nota 5).

 

Nota 5. Variáveis de ambiente.

INFORMIXDIR deve ser alimentada com o valor referente ao diretório onde o produto será instalado.

PATH deverá conter além dos valores referentes ao Unix os valores das variáveis $INFORMIXDIR/bin

INFORMIXSERVER deverá conter o nome do servidor de banco de dados.

ONCONFIG deverá conter o valor referente ao diretório onde se encontra o arquivo de configuração.

TERM deverá conter o valor referente ao terminal usado pelo cliente.

TERMINFO arquivo de configuração de padrão de terminais clientes

TERMCAP arquivo de configuração de padrão de terminais clientes

INFORMIXTERM especificam qual o padrão usado pelas ferramentas de edição de arquivos SQL

 

Recomenda-se que sejam levantadas todas as variáveis de ambiente necessárias e que seja criado um arquivo de inicialização para que, toda a vez que a aplicação ou usuário efetivar uma conexão no servidor de banco de dados, este arquivo de configuração seja lido e as variáveis de ambiente sejam carregadas para configurar o ambiente adequadamente. Damos um exemplo de configuração de um arquivo de inicialização na listagem 6.

 

Listagem 6. Exemplo de criação de um arquivo de inicialização de variáveis de ambiente.

$ vi /etc/profile # abre o arquivo /etc/profile em modo de edição

……………………

# Configura Terminal

         export TERM=vt100

         stty erase ^H intr ^C

 

# Configura Variável de ambiente do IBM IDS

export INFORMIXDIR=/informix

export INFORMIXSERVER=my_server

export ONCONFIG=/informix/etc/onconfig.my_server

export PATH=$PATH:$INFORMIXDIR/bin:.

export TERMCAP=/informix/etc/termcap

export INFORMIXTERM=termcap 

Configurando a conectividade

A conectividade  permite que uma aplicação consiga conectar-se a qualquer servidor de banco de dados da rede. As informações de conectividade contemplam o nome do servidor de banco de dados, o tipo de conexão utilizada o nome do computador que hospeda o servidor de banco de dados e o nome do serviço pelo qual o servidor de banco de dados será conhecido. No IBM IDS temos o modelo cliente/servidor. Este modelo permite que a aplicação seja disponibilizada em um computador enquanto que o servidor de banco de dados seja outro componente ou, simplesmente ambos podem coexistir em um mesmo computador. No IBM IDS temos alguns métodos disponíveis para uma aplicação conectar-se ao servidor de banco de dados.

Temos o método chamado de conexão local onde a comunicação entre o servidor de banco de dados e a aplicação residem no mesmo computador. A conexão com a memória compartilhada (shared memory). Este método utiliza um canal de comunicação através do qual o cliente a o servidor de banco de dados comunicam-se entre si. A Figura 1 demonstra uma conexão shared memory.

 

Figura 1. Conexões shared memory

01-12pic01.JPG 

Figura1. Demonstra uma aplicação usando uma porção de memória da conexão Shared memory

 

Este método provê um desempenho muito grande para o servidor de banco de dados, porém, ele possui uma agravante em termos de segurança. Programas errôneos ou de cunho malicioso, poderão destruir os buffers de mensagem ou ainda programas poderão acessar os endereços de memória previamente solicitados pela aplicação destruindo seus conteúdos e causando danos irreparáveis. Tais programas não afetarão o servidor de banco de dados se for utilizada comunicação via stream-pipe ou via TCP/IP. Este tipo de conexão somente será utilizado se for configurado pelo administrador, o tamanho usado para a comunicação é de aproximadamente 12 KB multiplicado pelo numero de conexões esperadas. Veja a entrada my_server2 na Listagem 16 que define uma conexão via memória compartilhada (shared memory).

 

Um outro método de comunicação local é quando se utiliza conexão do tipo stream-pipe, conhecido como comunicação interprocesso (IPC) do Unix, que permite a comunicação entre processos em um mesmo servidor. As Vantagens deste método são que, diferentemente de conexões do tipo shared memory, este processo não coloca em risco a memória compartilhada do servidor  e além disto, permite transações distribuídas entre bancos de dados disponibilizados em um mesmo servidor.  Suas desvantagens são que, conexões stream-pipe são mais lentas que as conexões shared memory e que em algumas plataformas este tipo de conexão não está disponível.

 

O terceiro método, usando-se uma conexão local-loopback como se a aplicação e o servidor de banco de dados estivessem em computadores diferentes. Este tipo de conexão, igualmente IPC não permite que a memória compartilhada seja alvo de programas errôneos, porém em contrapartida, tem menor desempenho que conexões via shared memory. Esta conexão usa sockets ou interfaces de programa TLI (Transport Layer Interface).