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Migração de dados: Metodologias e abordagens host based – Parte 2
Neste artigo serão apresentados os procedimentos operacionais para efetuar a migração dos dados utilizando as técnicas definidas na primeira parte deste artigo. Utilizaremos recursos do próprio gerenciador de volumes LVM e ferramentas nativas do sistema operacional Linux como RSYNC e TAR.


Em que situação o tema é útil

Oartigo tem como público alvo a geração Datacenter, como técnicos e administradores de TI responsáveis por executar ou planejar migrações de dados corporativos, envolvendo ambientes de missão crítica compostos por sistemas operacionais Linux.

Conforme visto na primeira parte deste artigo na edição anterior da revista Infra Magazine, o processo de migração de dados corporativos contempla diversos procedimentos operacionais e várias tarefas administrativas relacionadas ao planejamento da atividade, tornando a etapa de “Movimentação dos Dados” em si apenas parte ou uma pequena fração do processo.

Diversos outros fatores como planejamento, definição de qual estratégia utilizar levando em consideração risco x segurança x conforto operacional, direcionamentos do negócio, janela produtiva, procedimentos de Rollback, comunicação interna, entre outros, devem ser respeitados e estar alinhados com as necessidades do negócio para se decidir com objetividade, de fato, “Qual a melhor estratégia de movimentação” a ser utilizada para migrar determinado dado ou informação.

Vimos também um dos principais pilares para decisão de qual estratégia de migração utilizar, que é a situação ou forma em que o dado se encontra hospedado. O dado encontra-se armazenado em um raw device? O File System é dinâmico? A aplicação tem alguma peculiaridade? Existe algum gerenciador de volumes? Existe Multipath? Essas, entre outras questões, interferem no processo de definição do método de movimentação e também podem viabilizar ou não determinada estratégia de migração.

Na primeira parte deste artigo, foram apresentados como exemplos três servidores, sendo estes RJOSRVUXX01, RJOSRVUXX02 e RJOSRVUXX03, respectivamente. Cada um destes servidores possui seus File Systems hospedados em situações específicas de forma que, para realizar a migração de dados de cada um desses File Systems, foi escolhida uma técnica distinta de movimentação de dados, variando entre estratégias utilizando recursos do próprio gerenciador de volumes LVM ou ferramentas nativas do sistema operacional, como RSYNC e TAR.

Agora, na segunda parte do artigo, abordaremos em detalhes como executar essas estratégias, apresentando todos os comandos e procedimentos operacionais para execução de cada uma das migrações de dados.

Procedimento Operacional

A partir de agora, serão apresentadas as três estratégias de migração abordadas no artigo. Antes de efetuar a migração dos dados em si, sempre é recomendado verificar se existem backups confiáveis e íntegros de todos os dados envolvidos na migração.

Conforme definido na primeira parte do artigo, cada um dos três servidores do nosso ambiente terá uma estratégia de migração específica em função de como os dados encontram-se hospedados. As estratégias que serão empregadas para migração dos dados são:

1. Servidor RJOSRVUXX01 – Estratégia LVM PV Move;

2. Servidor RJOSRVUXX02 – Estratégia LVM Split Mirror;

3. Servidor RJOSRVUXX03 – Estratégia RSYNC.

Migração do servidor RJOSRVUXX01 – Estratégia LVM PV Move

Conforme visto na Figura 1, responsável por consolidar o mapeamento realizado no servidor RJOSRVUXX01, esse host tem quatro LVOLs (Logical Volumes) a serem migrados atualmente hospedados em três PVs (Physical Volumes). Nesse procedimento, criaremos três novos PVs e depois efetuaremos a operação “Movimentação de PV” para realizar a migração dos dados.

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Figura 1. Dados a serem migrados do servidor RJOSRVUUXX01.

A Figura 2 ilustra os estágios que ocorrem durante a fase de movimentação dos dados utilizando a estratégia “LVM PV Move”. Cada um dos estágios será comentado durante o procedimento encontrado na Listagem 1, utilizada para acompanhamento do processo de migração de dados do servidor RJOSRVUXX01.

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Figura 2. Estágios do procedimento “LVM – PV Move” executado no servidor RJOSRVUXX01.

Para facilitar a compreensão da sequência de comandos exibida na Listagem 1, a dividimos em várias partes e agora explicaremos cada uma separadamente:

1. Primeiramente, adicione no servidor os novos discos que receberão os dados oriundos do processo de migração. Em nosso exemplo, os novos discos já foram reconhecidos no sistema operacional com os caminhos /dev/sde (4:0:0:0), /dev/sdf (5:0:0:0) e /dev/sdg (6:0:0:0), respectivamente.

Depois dos discos já reconhecidos no sistema operacional, preencha a coluna “New Dev” da tabela “De/Para” inserindo os novos discos/LUNs reconhecidos, conforme destacado em negrito e observado na Tabela 1;

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Tabela 1. Tabela De/Para preenchida do servidor RJOSRVUXX01.

2. Entre no utilitário FDISK e crie uma partição de tamanho igual ou superior à /dev/sdb1 em cada um dos novos discos. Adicionalmente, não se esqueça de colocar o tipo da partição como “8E”, senão não será possível executar os próximos passos do tutorial e não será possível criar um PV (Physical Volume) nessa partição física. Repita essa operação para os três novos discos/LUNs /dev/sde, /dev/sdf e /dev/sdg;

3. Visualize a estrutura LVM que será migrada conforme o Estágio 1 da Figura 2. Para facilitar a compreensão do procedimento que será executado, o PV existente no device

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