Artigo no estilo Mentoring

Mentoring:Este artigo aborda a aplicação do modelo entidade-relacionamento no projeto de um banco de dados para um módulo de controle bancário. A modelagem desse banco de dados – tanto no projeto lógico quanto no projeto físico – utiliza os recursos da ferramenta SQL Developer Data Modeler, fornecida pela Oracle. Este artigo é útil a todos aqueles que, durante o desenvolvimento de sistemas, precisam executar tarefas de modelagem de bancos de dados relacionais utilizando o modelo entidade-relacionamento. Nesse contexto, o SQL Developer Data Modeler apresenta-se como uma ferramenta versátil, abrangendo os processos de projeto conceitual, projeto lógico e criação física do banco de dados. Além disso, é uma ferramenta gratuita, de fácil utilização e com vasto suporte da equipe de desenvolvimento do produto e da comunidade Oracle.

Ao desenvolvermos um sistema, seja de grande ou pequeno porte, é necessário planejar todas as suas etapas e dedicar uma atenção especial ao projeto do banco de dados. Sem esse planejamento prévio, a manutenção corretiva do sistema, além de constante, será mais complicada. O projeto de banco de dados utiliza uma técnica chamada modelagem de dados. Ela procura transformar uma ideia conceitual em algo que possa ser traduzido em termos computacionais.

Neste artigo, aplicamos o modelo entidade-relacionamento em um estudo de caso projetando e modelando um banco de dados para um módulo de controle bancário com as funcionalidades básicas de cadastramento de clientes, abertura, movimentação e encerramento de contas. Para a modelagem propriamente dita, utilizamos o SQL Developer Data Modeler, uma ferramenta CASE da Oracle disponibilizada de forma gratuita e que cobre todas as fases do projeto de um banco relacional (ler Nota 1).

Nota 1. Ferramenta CASE (Computer-AiDED System Engineering)

Uma ferramenta computacional que auxilia no projeto de sistemas. Ela ajuda o projetista no desenvolvimento de um banco bem elaborado envolvendo os processos de projeto conceitual, projeto lógico e criação física.

O software atualmente é desenvolvido em cenários bastante complexos e com uma gama muito grande de variáveis envolvidas. Nesse contexto, é fundamental que se utilize um modelo de desenvolvimento no planejamento de um sistema. Os paradigmas de engenharia de software propiciam métodos e técnicas que mostram como proceder na construção de software.

A utilização de um método no desenvolvimento de um software traz vantagens que são facilmente verificáveis durante e após a sua construção: trabalho sistematizado, documentos padronizados, melhor controle no desenvolvimento, uniformidade de linguagem e maximização dos resultados.

Uma das primeiras tentativas de criar processos formais para o desenvolvimento de software foi através de uma conferência internacional, em 1968, promovida pelo grupo de estudo em ciência da computação da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Essa conferência foi uma tentativa de encontrar caminhos para melhorar o desenvolvimento de software que, durante a década de 60, ocorria sem nenhum método, de maneira informal, gerando atrasos e falhas nos projetos, que culminavam em metas não atingidas, custos imprevisíveis e sistemas de difícil manutenção. Tal situação caótica ficou conhecida como a “crise do software”, e a conferência de 1968 da OTAN procurou difundir a necessidade de um software que fosse concebido dentro de práticas disciplinadas. A conferência terminou sem uma proposta concreta, mas fomentou diversas discussões sobre esse assunto. Com o passar do tempo, entre as propostas que surgiram, a primeira a ter maior difusão e prática foi a técnica de análise estruturada.

Essa técnica começou a ser efetivamente utilizada a partir de 1975. Ela envolve a construção de um sistema de forma top-down (do todo para as partes) considerando-se os refinamentos sucessivos, produzindo em um primeiro momento uma fotografia global do sistema. Com base nesse esquema global, realiza-se uma decomposição funcional, gerando-se fluxos de processos especializados que são um detalhamento do fluxo macro. Esses detalhamentos começam a dar pistas dos dados requeridos que, posteriormente, serão representados como entidades no modelo entidade-relacionamento.

Dada a simplicidade da diagramação e dos conceitos envolvidos, o modelo teve ampla aceitação e passou a ser referência na modelagem de dados, sendo utilizado até os dias atuais no projeto de bancos relacionais. Ele é b ...

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