Por que eu devo ler este artigo:Durante o seu desenvolvimento, o software sofre modificações em seu escopo e entregas. A gerência de configuração é o processo pelo qual se definem os critérios para que essas modificações ocorram com o devido controle e mantendo a integridade do software de acordo com suas especificações. O processo de gestão de configuração é necessário quando o processo de desenvolvimento necessita de um suporte maior para lidar com as mudanças de escopo, requisitos e infraestrutura. Além desses casos, o processo é muito exigido para suportar entregas de software que agregam valor a organização com um nível de qualidade e controle em conformidade com a expectativa dos interessados e envolvidos. Este artigo apresenta a teoria por trás desse processo, envolvendo as boas práticas em conformidade com frameworks do mercado. Ao final, será apresentado um pequeno guia de práticas da implementação de um processo de gestão de configuração.

Durante o processo de desenvolvimento, o software e seus artefatos passam por uma série de modificações da sua concepção à implantação, da necessidade à continuidade. Não apenas durante a sua codificação, mas ao longo de todo o ciclo de vida do software, tratado ou não como serviço, as mudanças são inevitáveis e por mais simples que pareça se gerenciar essas alterações, a tarefa é árdua. Isso exige um nível de organização que permita a rastreabilidade e visibilidade a todos os interessados nos resultados gerados pelo sistema desenvolvido.

Independente da metodologia utilizada no desenvolvimento, um processo fundamental para apoiar a equipe de desenvolvimento e permitir uma evolução segura e confiável precisa ser definido e mantido antes durante e após a entrega do software.

A gestão de configuração (GC) é esse processo tão essencial no desenvolvimento de software, mas que por vezes é mal compreendida e aplicada de maneira incoerente em projetos de desenvolvimento, gerando retrabalho e por vezes impedindo o sucesso na implantação do software.

Todos falam em gestão de configuração

O CMMI-DEV (Capability Maturity Model Integration – for Development), desde sua versão 1.2 trata em seu modelo de maturidade as práticas de gestão de configuração em seu nível mais básico para os processos de suporte ao desenvolvimento, como mostra a Tabela 1. Note a relação entre a gestão de requisitos, planejamento de projetos e gestão de configuração e qualidade.

Frameworks como ITIL, COBIT, GTI-MUD, PMBOK, MOF, além de muitas normas como a ISO 20000 e NBR ISO 10007: 2005 tratam em maior ou menor profundidade do processo de gestão de configuração e o correlaciona a outros processos devido à importância que o mesmo possui no desenvolvimento de produtos e serviços, não somente software. Essa gama de frameworks e processos, quando aplicados coerentemente, facilitam a integração entre os diversos níveis da organização e dos projetos de desenvolvimento, permitindo agilidade e qualidade nas entregas programadas. Por exemplo, o PMBOK trata gestão de configuração como um subsistema do sistema de informação de gerenciamento de projeto (PMIS). Assim, diferencia-se dos frameworks ITIL e ISO 20000 por tratar de qualquer ativo relacionado ao projeto, mas possui em sua essência os aspectos de identificação, controle e verificação da configuração, ou seja, as mesmas características do gerenciamento de configuração para projetos de desenvolvimento. Já o COBIT, como framework de governança, trata o processo como gerenciamento efetivo da configuração para facilitar a disponibilidade do sistema, minimizar assuntos de produção e resolver estes assuntos de maneira mais rápida.

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Categoria
Nível

Gestão de Projeto

Gestão de Processo

Engenharia

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