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Gerenciamento do tempo em projetos do software
O gerenciamento do tempo é, sem dúvida, uma das atividades mais críticas a serem realizadas pelo gerente de projetos. Ela envolve, dentre outras coisas, a definição de como as atividades serão realizadas, os responsáveis pela sua execução e o esforço envolvido em cada atividade. Normalmente, ao definir um cronograma, um item a que se deve estar atento é ao caminho crítico.

Este artigo apresenta, através de um estudo de caso, como aplicar o método da corrente crítica para gerenciar o tempo em um projeto de construção de um portal de um escritório de contabilidade, entregando todo o escopo acordado, com a qualidade esperada pelo cliente, dentro do prazo determinado.


Em que situação o tema é útil
Este artigo demonstra como utilizar o método da corrente crítica no gerenciamento do tempo de um projeto de desenvolvimento de software, bem como a maneira adequada para administrar o consumo dos pulmões inseridos no cronograma, possibilitando assim antecipar as entregas e gerar valor mais rapidamente para o cliente.

Em um mundo cada vez mais competitivo e sem fronteiras, as organizações vêm buscando cada vez mais aperfeiçoar seus processos, minimizar seus custos e aumentar sua produtividade. Os objetivos por trás dessas metas estratégicas são a fidelização de clientes e a ampliação de seu volume de negócios. O grande desafio enfrentado pelos gestores dessas organizações tem sido como atingir essas metas com a maior agilidade possível.

Diante deste cenário, surge a Teoria das Restrições, publicada no livro “A Meta” do físico israelense Eliyahu Goldratt, a qual oferece uma alternativa para solucionar esta equação. Ela visualiza a organização como um sistema integrado e não apenas em partes isoladas. “O desempenho global do sistema depende dos esforços conjuntos de todos os seus elementos. Assim como em uma corrente, a empresa é tão forte quanto o seu elo mais fraco.

Dessa forma, para melhorar o desempenho do sistema e atingir as metas citadas anteriormente, é preciso identificar a sua principal restrição e atuar em cima dela, buscando promover o processo de um ciclo de melhoria contínua.

Nesse sentido, este artigo apresenta o método da corrente crítica, bem como demonstra, através de um estudo de caso real, os benefícios advindos da utilização dessa metodologia no gerenciamento do tempo em projetos de software.

A teoria das restrições

Antes de abordarmos o método da corrente crítica, é interessante entendermos que ela é a aplicação da TOC (Teoria das Restrições) ao ambiente de projetos. A TOC nada mais é do que um modelo idealista que nos faz repensar a forma de gerir as organizações.

Tradicionalmente as empresas buscam resolver, da melhor forma possível, todos os problemas da organização. A TOC demonstra claramente que isto é inadequado e desvia o foco dos gargalos da organização. Havendo foco nos verdadeiros gargalos, o resultado global será muito maior que o somatório dos vários ganhos locais. Resumindo: o ótimo global não é a soma dos ótimos locais.

A teoria das restrições se baseia na ideia de que a meta principal de uma organização geralmente é seu resultado financeiro. Dessa forma, caso a empresa não possuísse uma restrição, seu lucro seria infinito. Restrição essa que pode ser tanto física (recursos humanos e materiais), como não física (políticas e emocionais). Estas restrições são tratadas pela TOC por meio do seu processo de pensamento, o qual tem seu foco direcionado à restrição principal do sistema e procura tratá-la respondendo às questões apresentadas na Figura 1.

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