Por que eu devo ler este artigo:O nível G do MPS.BR define um conjunto de resultados esperados que devem ser alcançados por empresas que pretendam ser avaliadas neste nível. Uma das áreas é a de Gestão de Requisitos. Esse artigo apresenta os resultados esperados pelo modelo MPS.BR (Melhoria de processo de software brasileiro), para Gestão de requisitos (GRE), correspondentes ao nível G. Serão abordadas as necessidades de equipes sobre o controle e gerência de requisitos, através de entrevistas, o que resultou em protótipos de um software para gerenciamento de requisitos.

A análise deste tema é útil para organizações e equipes que buscam modelos que lhe auxiliem a estruturar o processo de gestão de requisito. As experiências reportadas aqui auxiliarão na escolha de um caminho a seguir durante as atividades de implantação de processo em sua organização.

O desenvolvimento de um software de qualidade e de fácil manutenibilidade não deve ser baseado apenas em código fonte e documentação, mas em um processo coerente com as características da organização desenvolvedora, que reflita a rotina de trabalho da equipe e as necessidades do negócio.

As solicitações de clientes e usuários devem ser registradas e atendidas em todas as fases do projeto, refletindo em um produto com excelência. Para isso, é imprescindível manter um controle padrão sobre implementações e manutenções através do gerenciamento de requisitos.

O gerenciamento de requisitos é um dos processos fundamentais em projetos de desenvolvimento de software. Por serem os requisitos a constituição da base para a definição da arquitetura do sistema, é importante que haja tarefas definidas para garantir sua qualidade, como modelagem, testes, validação e criação de baseline de requisitos (entende-se como a linha de base para acompanhamento de projetos ou requisitos, ou seja, um caminho pelo qual o projeto ou requisito deverá seguir). Este processo visa manter planos, artefatos, prioridades, status, especificações e atividades de desenvolvimento consistentes com o conjunto de requisitos definidos para o software.

A utilização de um modelo de qualidade de processo auxilia organizações de TI a gerenciar seus processos, assim como o de gestão de requisitos, como o MPS.BR que apresenta resultados esperados no processo GRE (Gerenciamento de requisitos), os quais se alcançados possibilitam à organização avançar níveis para futuras certificações, aumentar sua produtividade e melhorar seus processos organizacionais.

Este artigo visa abordar aspectos relacionados ao controle de mudanças em requisitos, ao gerenciamento da configuração, à rastreabilidade, à definição de prioridades, a classificação e à qualidade em requisitos seguindo os processos do MPS.BR. A coleta destas informações servirá para definir o que um controle de requisitos automatizado deverá possuir.

Requisitos de software

Requisitos de software são sentenças que expressam as necessidades dos clientes e que condicionam a qualidade do produto, ou especificações de serviços que o sistema deve prover, suas restrições no sistema e conhecimento necessário para desenvolvê-lo. Uma vez criados, requisitos devem ser modelados, documentados, validados e acompanhados.

Requisitos podem ser classificados segundo alguma forma de categorização, que pode ser definida de acordo com as práticas de cada organização de software. Eles são geralmente classificados em:

  • Funcionais: declarações de funções que o sistema deve satisfazer, reações a entradas e comportamento. Por exemplo: “o sistema deve permitir que cada professor lance as notas das turmas lecionadas”. Também conhecidos como requisitos de negócio, estes representam objetivos de alto nível da organização ou cliente que requisitou o sistema.
  • Não funcionais: requisitos que expressam condições que o software deve atender ou qualidades específicas que deve ter. Em vez de informar o que o sistema fará, os requisitos não funcionais colocam restrições no sistema. Por exemplo: “As consultas do sistema devem ser respondidas em menos de três segundos”.
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