Esse artigo faz parte da revista SQL Magazine edição 56. Clique aqui para ler todos os artigos desta edição

de análise de requisitos (ler Nota DevMan). São apresentados os principais problemas encontrados pelos analistas de sistemas nessa etapa e, em seguida, as respectivas soluções sugeridas. Durante o artigo é abordado o tema apresentando aspectos e opiniões extraídas da prática de modelagem conceitual. O objetivo do artigo é apresentar possíveis soluções visando à redução do gap semântico existente entre o usuário e o analista de sistemas (ler Nota 1).

 

Nota DevMan

A modelagem conceitual é a descrição da informação que o sistema irá gerenciar, sendo um artefato do domínio do problema e não do domínio da solução. A modelagem conceitual não deve ser confundida com a arquitetura do software ou com o modelo de dados, pois apresenta o problema (o que precisa ser feito) a ser resolvido e não a solução (o como deve ser feito).

 

Nota 1. Gap semântico

Neste artigo, estamos considerando o gap semântico como sendo o problema de comunicação e compreensão de requisitos existente entre o que o usuário solicita e o que o analista compreende. Esta distância de entendimento resulta em falhas na compreensão dos requisitos por parte do analista.

 

Introdução

Durante muito tempo o desafio da análise de sistemas tem sido a busca incessante da redução e/ou eliminação do gap semântico existentes na etapa de análise, decorrente da má compreensão por parte do analista dos anseios do usuário. Muitos autores definem este problema como sendo um problema crítico de compreensão de requisitos por parte do analista, outros como um desvio das metodologias de análise mal implementadas. Eu costumo dizer que o problema é de comportamento do analista de sistemas perante o uso correto das ferramentas de análise.

O assunto tem ocupado dezenas de páginas em bons livros de modelagem e de engenharia de software, mas ainda há muito a se aprender sobre o assunto, uma vez que se trata da representação do conhecimento humano no sentido de diminuir esta separação existente entre o entendimento do usuário e do analista de sistemas.

Com o surgimento do conceito de modelagem orientada a objetos, incentivada pela UML, boas práticas tais como a modelagem conceitual, diagramação do sistema e maior envolvimento dos usuários puderam sair dos livros e ir parar nas mesas dos analistas de sistemas e engenheiros de software. Desta nova fase, onde o maior foco passou a ser uma análise de requisitos de qualidade munida de ferramentas de diagramação que permitam uma visão abrangente do sistema/problema, podemos destacar a redução do gap semântico existente entre usuário e analista de sistemas como maior alvo de atuação.

No presente artigo abordarei o assunto em dois momentos. No primeiro momento apresentarei o assunto focando o seu principal objetivo que é a compreensão da natureza do problema. Em seguida veremos como a modelagem conceitual pode auxiliar o analista de sistemas a especificar o seu sistema de forma consistente.

 

O problema do Gap Semântico

O Gap Semântico, definido como “a distância do que o usuário solicita para o que o analista de sistemas compreende” (ver Figura 1), ilustrado no típico exemplo do “Balanço ecológico”, surge como sendo um dos maiores fatores de insucesso de projetos de software.

 

 

Figura 1.  O problema do Balanço Ecológico apresentado pelo usuário ao analista de sistemas.

 

De fato, duas pessoas que descrevem o mesmo processo quase sempre usarão uma seqüência de passos diferentes (ver Figuras 2 e 3).

 

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