Por que eu devo ler este artigo:São expostos os aspectos práticos da utilização do UniDAC na construção de aplicações de banco de dados. Se na primeira parte do artigo o intuito foi fazer um overview do produto como um todo, nesta segunda (e última) parte, o objetivo se dá pela exposição do uso de seus componentes a partir de exemplos construídos no Delphi. No contexto final, tal abordagem poderá servir como um guia inicial para o desenvolvedor que optar pela utilização da biblioteca em seus projetos. Também pode ser de grande ajuda para aqueles que já possuem aplicações desenvolvidas com outros componentes, como é o caso do dbExpress, ADO, IBX ou soluções de terceiros, tornando o processo de substituição e uso destes novos componentes mais natural e menos traumático.

O UniDAC, como produto, se apresenta como uma extensa biblioteca de componentes de acesso a dados e que dispõe de capacidade para trabalhar com diversas fontes de dados diferentes, essencialmente bancos de dados e fontes ODBC. Dentre os SGBDs suportados estão inclusas as principais opções de mercado, tais como Oracle, Firebird, InterBase, Microsoft SQL Server, PostgreSQL e MySQL.

Por este fato, o UniDAC torna-se uma opção real de uso aos desenvolvedores, atendendo a diversos segmentos comerciais. Em vista de justificar a sua adoção, no primeiro artigo foram explicitadas suas principais características, que naturalmente o colocam no mesmo nível das opções nativas dbExpress e FireDAC (ver BOX 1). Adicionalmente, foram abordados também alguns de seus recursos peculiares, que estabelecem seu diferencial mediante seus concorrentes.

No presente artigo, o foco se dá sobre o lado prático de uso da biblioteca, mais especificamente de seus componentes, em aplicações de banco de dados no Delphi.

BOX 1 – dbExpress e FireDAC

dbExpress e FireDAC são atualmente as duas principais tecnologias nativas presentes no cenário Delphi para a parte de acesso a banco de dados. No popular, são tidas como frameworks ou bibliotecas, uma vez que são compostas por um conjunto de classes, drivers e componentes direcionados à conectividade a dados. A primeira (dbExpress), introduzida ainda na época da versão 6 do IDE, já é bastante conhecida da comunidade e tem como atrativos, sua facilidade de uso e a vasta disponibilidade de materiais e informações na grande rede. Já o FireDAC foi inserido no contexto Delphi na versão XE3 do IDE, após a aquisição do produto (AnyDAC, da DA-Soft) por parte da Embarcadero. Seu grande atrativo se reflete em sua conhecida excelência nas tratativas de acesso a dados, em pontos como performance e suporte a recursos específicos a diversos SGBDs. Em meio a comunidade, alguns se arriscam a dizer que “o FireDAC é tudo que o dbExpress sonhou em ser um dia”.

Considerações iniciais

Por envolver um cenário com uma abordagem mais prática, torna-se necessário o estabelecimento de alguns pontos iniciais. O primeiro deles diz respeito à versão do IDE a ser utilizada. Para o trabalho atual, a versão escolhida é a XE4. Já olhando especificamente para a parte de banco de dados, o SGBD abordado será o Firebird (versão 2.5), por se tratar de uma opção gratuita e em razão de sua popularidade em meio à comunidade Delphi.

Por fim, em se tratando do UniDAC, o artigo se baseia em sua versão 5.0, a mais recente até o momento da escrita deste texto. No site oficial do produto (ver seção Links), esta é nominalmente apresentada como “UniDAC 5.0 for RAD Studio XE4”.

O processo de instalação do UniDAC é tão natural quanto de qualquer outro aplicativo Windows, provido por um Wizard que envolve os tradicionais passos “Next-Next-Finish”. Dessa forma, neste primeiro momento, não se faz necessária nenhuma observação adicional. Apenas como forma de ilustrar a instalação em si, a Figura 1 mostra a etapa inicial do processo. Na imagem, é possível ver então os detalhes da versão (5.0.2) e edição (Trial Edition) utilizadas do produto.

Figura 1. Tela inicial de instalação do UniDAC

Conforme já mencionado, o UniDAC é um produto comercial (pago), no entanto, assim como a maioria dos softwares comerciais, ele provê uma versão gratuita experimental – as já famosas edições Trial – que permitem um acesso irrestrito ao produto durante determinado período, comumente de 30 dias. No caso do UniDAC, esse período é um pouco maior (60 dias), conforme mostra a Figura 2. Tal ...

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