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10 passos para a criação de um modelo de banco de dados - Parte II
Na primeira parte deste artigo apresentamos a execução dos dez passos para elaborar um modelo conceitual básico de banco de dados. No entanto, a modelagem tradicional nem sempre é adequada para representar determinados esquemas de banco de dados. Como exemplo, podemos citar a modelagem orientada a objetos, onde é necessário explicitar: herança; hierarquia de relacionamento; agregação e outros conceitos típicos. Utilizaremos um dos exemplos já apresentados no primeiro artigo para demonstrar a aplicação do roteiro dos 10 passos na modelagem orientada a objetos. Acreditamos que desta forma será mais fácil ao leitor comparar os diferentes tipos de modelagem. Utilizaremos o diagrama de classes da UML, normalmente utilizado no projeto de softwares, e que tem sido largamente utilizado para representar esquemas orientados a objetos. Essa escolha também tem motivação no fato desta linguagem de modelagem já ter sido bastante tratada em outras edições da SQL Magazine. Podemos citar a edição 14 da SQL Magazine que contém um excelente artigo “Aprenda UML na prática”. O artigo Desenvolvimento de aplicações orientadas a objeto apoiado por tecnologias Java, publicado na edição de número 14, também trata os conceitos relacionados à orientação a objetos.
Inicialmente vamos relembrar o estudo de caso apresentado no primeiro artigo desta série.
Estudo de caso
Uma escola deseja disponibilizar em uma intranet as notas de seus alunos por matéria e por bimestre, sendo que um semestre sempre terá duas notas bimestrais e a média final do semestre será calculada pelo sistema. Na página, o aluno poderá visualizar o código da matéria, a descrição da matéria, bimestre, nota e no final do semestre a respectiva média final. Também poderá consultar quais matérias cursa no semestre, e respectivos professores. Já o professor pode visualizar quais matérias leciona em cada curso e lançar as notas de cada aluno. A escola também deseja extrair relatórios ou pesquisas sobre as matérias que o aluno cursa e vice-versa e ainda, quais professores lecionam que matéria e vice-versa. Para que não haja confusão entre matérias com mesmo nome, mas em cursos e conteúdos diferentes, e ainda considerando que podem existir várias turmas do mesmo curso no mesmo semestre, todas as matérias possuirão um código próprio que a distinguirá por curso e por turma. Assim matemática I da turma A do curso de administração terá um código de matéria diferente de matemática I do mesmo curso de administração da turma B. Será diferente também da matemática I de qualquer outro curso. Desta forma cada código de matéria terá somente um professor responsável.
Roteiro dos 10 passos
1) Identificando todos os substantivos que designem objetos
Resultado: escola, intranet, nota, aluno, matéria, bimestre, semestre, sistema, página, código da matéria, descrição da matéria, média final do semestre, curso, professor, relatório, pesquisa, matemática I, administração, computação. ...