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olvimento PalmOS.

Por que programar?

Minha história de programação inicia-se com um jogo chamado RPG, Role Playing Game, o famoso jogo de interpretação de papéis. Mas não me refiro à versão eletrônica, de computador ou vídeo-game, mas sim à versão original do jogo, composta por um livro de regras, planilhas de personagens preenchidas à mão e um grupo de geralmente cinco amigos onde um faz o papel do computador narrando o cenário e personagens que os outros quatro jogadores encontram e podem interagir.

O livro tem as regras para criar um personagem, evoluir de nível, o custo das perícias em pontos de evolução e trás também o cenário onde o jogo se passa, com uma descrição minuciosa de cada cidade, paisagem, povos, itens que os jogadores podem comprar, itens raros que os jogadores podem buscar em missões ou serem presenteados por seu sucesso. Você pode estar se perguntando: mas o que isso tem haver com programação ou com Palm?

Bom, nos anos de 93 ou 94 eu ganhei um 486 do meu pai, que tinha um simpático menu feito pelo vendedor no DOS, a fim de facilitar a vida do usuário inexperiente. Era uma rotininha em BAT que com dez itens, você digitava o número que queria e a rotina carregava o programa. O primeiro item, óbvio era o Windows 3.11, o segundo um Atlas do universo bem fraquinho e lá pelas tantas tinha um Edit e um QBasic, que a olhos leigos eram iguais. Mas logo descobrimos, eu e meu irmão, que nosso fantástico menu era escrito no QBasic.

Não demorou em descobrirmos nossa primeira linguagem de programação e eu já tinha em mente exatamente o que queria: um programa para preencher planilhas de RPG automaticamente, ganhando tempo para criar o personagem e garantindo que os jogadores não roubariam uns pontinhos durante a evolução dos mesmos.

O meu programa nunca chegou a ficar pronto. Quando tinha caminhado bastante nele descobri o VB 6.0 no Windows 95, logo descobri outras linguagens e não parei mais. Só parei, aliás, com o meu programa, mas ele foi fundamental na minha vida. Por que, ao imaginar como queria o jogo, me obrigava a correr atrás de novas soluções, aprender novas ferramentas, enfim, me obrigava a aprender como fazer. Entre outras coisas, a atualizar a tela para fazer um menu aparecer, criar uma caixa de combinação, box, mensagem de aviso, bip, música, alarme, inserir figura etc. Então, quando acreditava ser um limite o ponto que eu chegava, que eu esgotava o meu programa, eu mudava de linguagem, eu evoluía, e assim, sem perceber, cheguei ao .NET, passando por diversas linguagens.

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