ientes baseados em novos conceitos da computação. Um exemplo destes ambientes são os sites de comércio eletrônico, integração de portais coorporativos, dentre outros. Não é fácil lidar com a complexidade crescente na construção de sistemas ao passo que novas tecnologias vão surgindo. Neste contexto, este artigo introduz as tecnologias XML, XML Schema e XSLT.
XML - Extensible Markup Language
O padrão XML foi desenvolvido pelo World Wide Consortium (W3C) e provê um simples mas poderoso mecanismo para armazenamento, processamento e distribuição da informação. Quando projetado, alguns dos objetivos que os seus criadores buscavam alcançar eram:
· Facilitar sua utilização na internet;
· Possuir aplicabilidade abrangente;
· Permitir que programas para processamento de documentos XML fossem facilmente desenvolvidos;
· Permitir que documentos gerados a partir da linguagem XML pudessem ser interpretados tanto por homens quanto por máquinas, e;
· Permitir que documentos XML fossem facilmente criados.
Esses objetivos foram rapidamente alcançados. Uma prova disso é o fato do XML ter evoluído rapidamente para um padrão de intercâmbio de dados na internet e para uma solução amplamente aceita de representação de dados semi-estruturados.
A linguagem XML expressa a informação utilizando basicamente quatro componentes: marcações, atributos, dados e hierarquia. Cada um desses componentes representa uma dimensão diferente da informação e faz parte da sintaxe da XML. A Listagem 1 apresenta um exemplo de documento XML e seus componentes.
Entre as marcações, responsáveis por atribuir significado aos dados, temos as informações do documento. Os atributos, por sua vez, são representados na própria marcação e seu objetivo é prover informações sobre como interpretar os dados dentro da marcação na qual ele esteja inserido. Por exemplo: caso tenhamos uma marcação peso, poderíamos ter um atributo medida indicando qual a unidade de medida utilizada. Assim, tendo os dados, sabendo o que eles são (marcações) e como interpretá-los (atributos); resta então o componente hierarquia. Este define como os outros três componentes estão relacionados, ou seja, define o contexto no qual os dados estão inseridos.
Listagem 1. Exemplo de documento XML.
<curriculo>
<dadosPessoais>
<nome>Rodrigo Oliveira Spínola</nome>
<dataNascimento>27/07/1980</dataNascimento>
<nacionalidade>Brasileira</nacionalidade>
<endereco tipo=”residencial”>
<rua>Brasileira</rua>
<complemento7></complemento>
<bairro>Copacabana</bairro>
<cidade>Rio de Janeiro</cidade>
<estado>RJ</estado>
<pais>Brasil</pais>
</endereco>
<endereco tipo=”profissional”>
<rua></rua>
<complemento></complemento>
<bairro>Ilha do Fundão</bairro>
<cidade>Rio de Janeiro</cidade>
<estado>RJ</estado>
<pais>Brasil</pais>
</endereco>
</dadosPessoais>
</curriculo>
Ainda sobre a sintaxe de documentos XML, pode-se perceber na Listagem 1 que as marcações ocorrem aos pares para que seu conteúdo seja definido internamente e que deve existir um único elemento raiz, neste caso, curriculo.
Embora a XML seja definida como uma linguagem de marcação, pode também ser considerada uma meta-linguagem (ler Nota 1). Isto porque permite definir novas linguagens de marcação, a partir da criação de um conjunto de marcadores, geralmente associadas a um contexto específico. Alguns exemplos são:
· ebXML (Eletronic Business eXtensible Markup Language): é uma especificação que define um padrão baseado no XML para possibilitar que sistemas de comercio eletrônico de diferentes organizações possam se comunicar (http://www.ebxml.org/).
· NewsML: é um padrão para representação e gerenciamento de notícias durante seu ciclo de vida (http://www.newsml.org/).
Nota 1. Definição de linguagem de marcação e meta-linguagem
Linguagem de marcação: é uma linguagem que possui um conjunto de marcadores a serem utilizados para atribuir determinadas características ou significado a uma informação.
Meta-linguagem: é uma linguagem que permite ser especializada para definição de uma nova linguagem para um determinado contexto.
Como uma linguagem de marcação que suporta a definição de marcadores pelo usuário e separa o conteúdo do documento da forma como ele será apresentado, XML possibilita a reutilização da informação através da separação entre o conteúdo e a apresentação da informação. Além disso, por incluir em um mesmo documento o dado e seu significado, XML facilita a automatização do processamento da informação - requisito básico para aplicações que constantemente manipulam dados como sistemas de comércio eletrônico.
Vale deixar claro aqui que XML também apresenta seus pontos fracos. Por exemplo, no cenário atual de desenvolvimento mobile, ela não é uma boa escolha para transmissão de dados uma vez que, por possuir dado e descrição do dado em um mesmo arquivo, o arquivo tem seu tamanho aumentado consideravelmente e sabemos que a velocidade e custo da transmissão de dados em um ambiente mobile são fatores críticos. ...
Confira outros conteúdos:
Programador Mobile
Desenvolvimento de aplicativos para...
Conceitos básicos para programar para...
Utilizamos cookies para fornecer uma melhor experiência para nossos usuários, consulte nossa política de privacidade.