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Editorial
Quando, em 2001, a Sun decidiu oficializar a separação de Java em três plataformas – as hoje tão conhecidas J2EE, J2SE e J2ME – parecia ser uma delimitação adequada e suficiente por muitos anos. Mas uma tecnologia rica e dinâmica como Java parece desafiar qualquer categorização.
Em que plataforma entraria, por exemplo, o novo J2EE Client Provisioning, para a integração entre aplicações servidoras e clientes conectados, tanto os sem-fio quanto os desktop? Micro, Enterprise ou Standard Edition? Um pouco dos três... E o que dizer de ferramentas como XDoclet, para geração de código, baseada no Javadoc (J2SE, claro...), mas que se supera na geração de EJBs (então não seria J2EE?). Correndo numa raia próxima, está o Jakarta Velocity. Este deixa para trás qualquer delimitação – afinal, templates (o coração do Velocity) podem ser usados em aplicações que precisem gerar páginas HTML, documentos XML, componentes EJB, telas MIDP... As linhas que dividem as plataformas realmente estão cada vez menos claras, principalmente devido à evolução e à integração.
A inte(g)ração entre plataformas é um tema recorrente nos artigos, colunas e seções desta edição. Na coluna “Java de Bolso” é demonstrado o framework de conectividade oficial do J2ME/MIDP, para a comunicação de celulares com serviços no back-end através de protocolos wireless e internet – é o end-to-end chegando à maturidade. Ainda dentro do assunto de capa, temos três textos sobre temas “queridos” pelos desenvolvedores: o JSP, que, na versão 2.0 vem com extensões que prometem aumentar muito a produtividade; o Struts, framework web que faz boa parte do trabalho “braçal” e facilita a programação em equipe; e Tomcat, o container e servidor web que, você sabe, é referência para a execução de servlets e JSPs.
A rede das redes também ocupa espaço privilegiado na segunda parte do artigo sobre Java no Desktop (coluna “A Vida o Universo e Tudo Mais”), mostrando técnicas e ferramentas para trazer os benefícios da web para o desktop – e apresentando idéias para levar algumas vantagens do ambiente local para aplicações web.
Focando na linguagem, o artigo sobre asserções explora o uso da palavra-chave assert, que simplifica o chamado design-by-contract, criado pelo guru da orientação a objetos Bertrand Meyer. Finalizando, temos uma novidade que deve agradar a muitos: a coluna de dicas e soluções, que soluciona problemas encontrados freqüentemente pelos desenvolvedores.
É isso. Boa Páscoa e muita paz para todos!