Por que eu devo ler este artigo:Este artigo é útil porque apresenta uma comparação do desempenho dos subsistemas de armazenamento a partir de operações comuns realizadas por um DBA em um SGBD. As opções utilizadas incluem HDs mecânicos, soluções de armazenamento na nuvem, discos em memória (ramdrive) e SSDs testados por meio de operações de importação/exportação de dados, backup/restore e execução de transações. Com a discussão e os resultados apresentados neste artigo, o leitor poderá compreender as opções disponíveis para armazenamento de dados e as suas principais características, vantagens, desvantagens e medidas de desempenho necessárias para auxiliar o processo de tomada de decisão em relação ao local onde os arquivos de dados e log de um SGBD devem ser guardados para se obter o desempenho adequado relacionado aos requisitos de armazenamento.

O subsistema de armazenamento de dados em computadores é composto de diversos elementos. Entre os principais, destacam-se as características e especificações técnicas do disco rígido e da tecnologia de transferência de dados.

Devido a recentes avanços tecnológicos, as tecnologias de armazenamento evoluíram ao ponto onde nem mesmo o termo disco rígido faz sentido em algumas situações. Por exemplo, o uso de memórias flash para a criação de “discos” representados pela sigla SSD (Solid State Drive) fornece uma justificativa para a indicação de mudanças na maneira de enxergar o hardware que lida com o armazenamento persistente de dados.

Apesar das mudanças tecnológicas que tangem o subsistema de armazenamento persistente, os profissionais que trabalham com banco de dados ainda possuem dúvidas e questões relacionadas ao desempenho de tarefas que envolvem intenso uso de operações de IO, especialmente aquelas relacionadas à manipulação de grandes quantidades de dados a partir de um SGBD.

A partir desse cenário, este artigo apresentará uma comparação técnica do desempenho de operações de IO relacionadas à leitura e gravação de dados com tecnologias de armazenamento persistente. As tecnologias utilizadas na comparação incluem discos rígidos mecânicos (HDs), hardwares SSDs, softwares que mapeiam a memória RAM para armazenamento (ramdrives) e soluções na nuvem. As tarefas de banco de dados verificadas nos testes são a importação e exportação de dados, backup/restore e execução de operações de inserção de dados em transações.

O foco deste artigo é apresentar uma comparação técnica do desempenho de leitura e gravação de dados a partir de operações comuns do dia a dia de quem trabalha com SGBDs. A partir dos resultados dessas comparações é possível avaliar as opções existentes para armazenamento de disco e escolher as alternativas mais adequadas para quem precisa completar tarefas que utilizam IO e requerem muita performance de leitura e gravação de dados.

Tecnologias de armazenamento de dados

O armazenamento de dados permanente em computadores é tratado por um subsistema computacional que contém diversos componentes. Para simplificar o contexto das tecnologias de armazenamento, neste artigo vamos nos concentrar em apenas dois elementos: a tecnologia de transferência e o hardware de armazenamento de dados.

A tecnologia de transferência de dados é responsável pela comunicação interna entre os dados que estão na memória e o hardware de armazenamento. Entre as tecnologias mais utilizadas, destaca-se aquela indicada pelas siglas SATA (Serial AT Attachment) para desktops e SAS (Serial Attached SCSI) para computadores servidores. A Figura 1 mostra o terminal (conector) de um cabo SATA, cujas pontas devem ser ligadas em um hardware de armazenamento e na placa mãe do computador. De forma similar, a Figura 2 mostra as pontas de um cabo SAS. É importante destacar que, em teoria, a tecnologia de transferência é independente do hardware de armazenamento empregado.

Conector do cabo SAT

Figura 1. Conector do cabo SATA.

Conector do cabo SAS

Figura 2. Conector do cabo SAS.

Existem diversas versões das especificações de SATA e SAS, mas em geral é comum encontrar a taxa de transferência de 6 Gigabits por segundo (Gbit/s) para SATA e 12 Gbit/s para SAS. Apenas a título de comparação, a tecnologia USB 2.0 proporciona algo como 480 Megabits por segundo (Mbit/s). É importante destacar que esses valores são nominais, ou seja, indicados pelo fabricante. Na prática, é muito difícil a ...

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