Por que eu devo ler este artigo:Este artigo demonstra a construção de uma aplicação web utilizando a Java API for WebSocket 1.0, uma nova especificação da Java EE 7. No decorrer do artigo abordaremos o uso de EJBs para desenvolver a camada de negócio de nossa aplicação, JPA para a camada de persistência em banco de dados relacional, os conceitos de Domain-Driven Design e código limpo, e o desenvolvimento de código JavaScript utilizando as bibliotecas jQuery e Underscore.js na camada web.

Sendo assim, este tema é útil a desenvolvedores interessados em se aprofundar mais em aplicações Java EE e em estudar alternativas ao Ajax reverso que permitam a construção de aplicações web em tempo real, uma característica com crescente adoção na área de desenvolvimento de software.

Nos dias de hoje, soluções em tempo real são uma necessidade global que tem se tornado cada vez mais comum. Trata-se de um requisito presente em uma ampla variedade de sistemas, tais como jogos on-line, clientes de mensagens instantâneas como o Hangouts do Google, o bate-papo do Facebook e em dashboards on-line, como o Trello ou o Target Process. Por diferentes motivos, esse tipo de experiência para o usuário é imprescindível em sites de compras coletivas, aplicações financeiras ou colaborativas.

Além disso, é considerado por muitos como uma tendência de mercado e está sendo adotado não só em aplicações web, mas também em aplicativos para dispositivos móveis.

O crescimento expressivo de sistemas que demandam a comunicação em tempo real tem impulsionado o mercado e, portanto, a necessidade de criação de bibliotecas que tornem a construção desse nicho de aplicações mais eficiente.

Essa é a razão pela qual APIs como o Pusher ou o PubNub, que facilitam a construção de funcionalidades escaláveis e realtime para celulares ou navegadores, tem ganhado notoriedade no ambiente corporativo.

Nesse artigo vamos explorar esse tema utilizando a especificação Java API for WebSocket da Java EE 7, que possibilita a comunicação bidirecional entre servidor e cliente em aplicações web. Para isso, construiremos um sistema de atendimento de compras de pastéis online (nada melhor em uma feira-livre!). O objetivo deste será permitir ao cliente efetuar e acompanhar os próprios pedidos, e de conceder às pastelarias cadastradas a capacidade de escolher quais dos pedidos cada uma irá atender.

Como diferencial, faremos com que os clientes e, principalmente, as pastelarias, disponham de informações atualizadas sobre todos os pedidos realizados para evitar, por exemplo, que ocorra a situação de uma pastelaria fritar um pastel já entregue por uma concorrente.

Com isso, esse sistema poderá ser utilizado por uma rede de pastelarias, possibilitando que todas as conveniadas sejam notificadas em tempo real quando novos pedidos forem realizados e quando uma pastelaria iniciar um atendimento.

Escolhendo nossas tecnologias

Neste estudo, teremos como premissa apresentar um pouco da especificação Java EE 7, principalmente no que diz respeito à especificação WebSockets. Em virtude disso, dependeremos do auxílio de um servidor de aplicação capaz de suportar esse pré-requisito. Contudo, no momento em que este artigo foi escrito, o GlassFish 4 era o único Application Server que implementava a especificação Java EE 7 Web Profile e, juntamente com o TmaxSoft JEUS 8, são os únicos que implementam o Full Profile da Java EE 7.

Dessa maneira, optamos pelo GlassFish 4 devido à maturidade deste servidor de aplicação e por ser a implementação de referência da especificação Java EE 7.

Durante o desenvolvimento do projeto precisaremos também de um sistema gerenciador de banco de dados para armazenar os dados dos pedidos realizados. Optamos pelo MySQL 5.5 por ser uma solução robusta, bastante acessível e bem aceita no desenvolvimento web, mas o leitor está liberado para escolher o banco de dados que se sentir mais confortável. Outras soluções de software livre incluem o MariaDB, o fork do MySQL, e o PostgreSQL.

Para a camada web, que está relacionada à forma pela qual o usuário irá interagir com o core da aplicação, optamos por utilizar uma solução leve que envolve a especificação Servlet 3.1, o JSP 2.3 e bibliotecas JavaScript como o jQuery e o Underscore.js. Já na camada de negócio, optamos por utilizar o EJB 3.2, por estar presente na stack Java EE e pela sua integração com outros recursos da especificação, como os Servlets e Server Endpoints WebSocket na camada web, mas poderíamos utilizar o Spring Framework no projeto sem muitos problemas.

Preparando o GlassFish 4

Um pré-requisito indispensável para o desenvolvimento do nosso projeto é a instalação e configuração do GlassFish 4. Sendo assim, explicaremos brevemente o processo de configuração do servidor de aplicação em ambiente local.

Instalar o Glas ...

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