Nesta terceira e última parte deste artigo irei comentar sobre alguns dados técnicos para geração do arquivo EFD, que deverá ser do tipo texto no padrão ASCII – ISO 8859-1.

Conforme citei no artigo anterior, o arquivo deverá ter todos os blocos, mesmo que não tenha dados, devera ser informado o registro 001 e o 990. Veja no exemplo:

|D001|1|

|D990|2|

O primeiro registro |D001| indica a abertura do bloco, e a informação |1| indica que não há dados. Já o segundo registro |D990| indica o fechamento do bloco e a informação |2|, indica que tem 2 registros no bloco D.

Um detalhe fundamental é que os campos dos registros são separados por (Pipe) “|” e estes campos terão tamanho variável, diferentemente do arquivo do Sintegra, por exemplo, que tem um layout de colunas a ser seguido. Isso é bem prático, pois evita as rotinas para alinhamento de campos, ficando assim apenas a preocupação com a formatação dos tipos de campos.

Tratando agora dos tipos de campos, no tópico 2.2.2, são informados estes tipos que são: Alfanuméricos que são representados por “C” no layout do arquivo, e Numéricos, que são representados por “N”. Para saber os formatos que os campos deverão ser dispostos, verifique os tópicos de 2.2.3 à 2.2.8.

Há também alguns campos que possuem formatos especiais, como por exemplo, os campos de CNPJ, CPF, Códigos de municípios e CEP. Para esses verifique o tópico 2.3.

Dentre o preenchimento das informações de alguns registros, serão indicadas tabelas que contém os dados aceitos nos campos. Por exemplo, a tabela 4.1.1, que traz os tipos de documentos fiscais. Essas tabelas se encontram em sua maioria no texto do Ato COTEPE/ICMS 09/08, e deverão ser consultadas no decorrer da criação do arquivo. Veja no primeiro artigo desta série o link para ver este ato.

Com estas informações eu concluo esta sequencia de artigos. Já numa próxima sequencia eu estarei levantando alguns pontos que considero chave na construção deste arquivo EFD.

Até lá!