Por que eu devo ler este artigo:Este artigo tem por finalidade a apresentação do Google Volley, tecnologia que abstrai e fornece métodos para conexão e transmissão de dados entre aplicação e servidor de forma simples e com diferentes estratégias de transmissão entre os tipos de dados a serem trafegados.

O desenvolvimento de aplicações com Volley pode ser útil para aqueles que desejem uma maior facilidade e um mecanismo apropriado para transmissão de pequenos pacotes de dados em aplicações que consomem constantemente seus servidores para envio e atualização de estados.

No desenvolvimento de aplicações mobile, mesmo com o aumento de performance vistosos nos últimos anos, lidamos diariamente com limitações de hardware semelhantes às impostas no passado aos “terminais burros” e seus grandes mainframes servidores de processamento: capacidade de processamento reduzida, armazenamento limitado e diversidade de hardwares.

Hoje os servidores e a nuvem servem principalmente como extensão à capacidade de armazenamento e entrega de informações para os terminais mobile. Nesse sentido, é natural que o modelo cliente/servidor surja como alternativa para driblar e oferecer serviços poderosos aos usuários.

Imagine um sistema acessado via iOS/Android armazenando toda a massa de dados para geração de relatórios utilizando processamento localmente. É inconcebível e na grande maioria dos casos, sem sentido!

Para aplicações mobile, gerar versões e implementar nativamente todos os recursos a serem utilizados na aplicação são dois problemas constantemente enfrentados por desenvolvedores.

O desenvolvimento de serviços web para seus aplicativos facilita manutenção na regra de negócio (que é totalmente executada no servidor), além de uma única implementação para ambas as plataformas, paraleliza desenvolvimento entre equipes de front-end e back-end, e facilita o tratamento da regra de negócio mantendo-se a interface sem necessidade de lançamento de nova versão.

Hoje, com o advento da computação na nuvem, onde diversos dispositivos acessam os mesmos dados, a possibilidade de comprar processamento e armazenamento em grandes empresas como a Amazon é uma escolha em nível estratégico para uma solução ou aplicação tornar os dados dos usuários acessíveis sem restrições quanto a escalabilidade, mantendo sempre a ideia da centralização da informação.

Estamos falando de fornecer seu software como um serviço aos seus usuários, seja através de WEB Services, Socket's ou qualquer protocolo proprietário.

A grande maioria dos aplicativos que se encontram nos marketplaces mais famosos fazem uso deste tipo de arquitetura, não há mistério algum nisso. São raras as aplicações que não utilizam serviços web em sua arquitetura para entregar ao público-alvo serviços poderosos com suas informações armazenadas de forma centralizada.

Se hoje você possui a necessidade de centralizar seus dados, acessar serviços de terceiros ou simplesmente carregar imagens da internet, possivelmente você precisa pensar na estrutura do seu projeto para descobrir como realizar estas ações. Você sabe como conectar suas aplicações mobile a esses serviços?

As conexões com serviços web será um fator decisivo em relação ao desempenho da aplicação que faz uso desta arquitetura. Muitas vezes, fatores limitantes quanto à velocidade, latência e estabilidade, podem comprometer consideravelmente o desempenho do seu aplicativo.

Ter uma implementação eficiente para conexão e transmissão dos dados dentro desses parâmetros é importante para que seja possível garantir um bom desempenho e um funcionamento eficaz.

Neste sentido, o objetivo deste artigo é apresentar a nova tecnologia de conexões com serviços web da Google, denominada Volley. O Volley é um framework com foco no pool de conexões em aplicações mobile Android. O conceito deste framework foi apresentado no Google IO de 2013 por Ficus Kirpatrick (veja a seção Links).

O Volley foi construído para facilitar e melhorar a performance de rede das aplicações que fazem uso de comunicação com serviços nas nuvens por servidores web (comumente fotos, textos formatados em JSON e etc.).

Para isso, ele utiliza mecanismos de cache e uma fila de requisições com prioridade para um carregamento rápido e que ocorra apenas quando necessário. Existem outros tipos de conexões que não devem ser utilizadas com o Volley e devem ser tratadas com frameworks e métodos específicos, como streaming ou download de grandes arquivos.

Entendendo o funcionamento do Volley

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