Por que eu devo ler este artigo:Esse artigo abordará algumas das melhores práticas de acesso aos dados em um ambiente de banco de dados. Isso será visto contrapondo algumas práticas obsoletas e problemáticas adotadas em ambientes coorporativos.

A discussão desse tema será útil, por exemplo, em situações onde o analista de sistemas se depara com a degradação de desempenho de certas rotinas havendo a necessidade de interagir com um profissional em administração de banco de dados para analisar e otimizar a rotina em questão.

Da mesma forma, será útil em projetos de desenvolvimento e implantação de sistemas de informação onde a estrutura de banco de dados poderá ser modelada respeitando as melhores práticas assim como preparando-a para o crescimento inevitável dos dados de forma ordenada.

Com o aumento da complexidade dos sistemas de informação que gerenciam informações dentro de uma organização, um dos fatores de sucesso de um sistema é justamente a capacidade de recuperar e atualizar as informações de forma praticamente instantânea.

Uma modelagem de dados ruim é algo muito prejudicial ao desempenho e manutenção de um SGBD. Um dos exemplos mais clássicos é encontrar uma consulta ou uma visão de dados contemplando a existência de um right outer, left outer ou full outer join.

Os problemas de desempenho em uma aplicação que insere, atualiza e consulta informações em base de dados, geralmente se dão na escala abaixo:

· 60% são instruções SQL (consultas mal escritas);

· 20% referentes à arquitetura e modelo de dados;

· 18% referentes a ajustes de banco de dados;

· 2% associadas ao gerenciamento de do sistema operacional.

Mas, antes de falar de como essas situações atrapalham a vida de um DBA, vamos detalhar os conceitos de join e outer join em um banco de dados Oracle.

O Join ou Inner Join é uma consulta que combina registros de duas ou mais tabelas. A condição de junção compara duas colunas de diferentes tabelas, combinando pares de registros em cada tabela, sendo avaliada como verdadeiro se a combinação for encontrada em ambas as tabelas. A Figura 1 representa este conceito enquanto que a Listagem 1 indica como ele pode ser implementado.

Figura 1. Representação do join.

Listagem 1. Implementação do join.

  select 
  a.id,
  b.data
  from
  Tabela_A a,
  Tabela_B b,
  where
  a.id = b.id
   
  select 
  a.id,
  b.data
  from
  Tabela_A a INNER OUTER JOIN Tabela_B b
  on (a.id = b.id)

Já o Outer Join estende o resultado do inner join podendo retornar todos os registros de ambas as tabelas mesmo se a combinação for avaliada como falso, ou seja, combinando registros mesmo com desigualdades. Ele é subdividido em right outer join, left outer join e full outer join, como vemos abaixo.

O Right outer join foi pensado em uma junção entre uma tabela A e uma tabela B de forma a retornar todos os registros da tabela B do universo de dados em questão. Sendo assim, todos os registros do universo de dados em questão da tabela B serão selecionados e quando a combinação da junção for falso, valores classificados como null serão listados para os campos selecionados da tabela A. A Figura 2 representa este conceito enquanto que a Listagem 2 indica como ele pode ser implementado.

Figura 2. Representação do right outer join.

Listagem 2. Implementação do right outer join.

  select 
  a.id,
  b.data
  from
  Tabela_A a,
  Tabela_B b,
  where
  a.id = b.id(+)
   
  ... 

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