Por que eu devo ler este artigo:Este artigo descreve as boas práticas para o desenvolvimento de scripts utilizando a linguagem Transact-SQL.

Uma boa codificação Transact-SQL é importante para permitir a execução de processos no banco de dados sem utilizar recursos do SGBD desnecessariamente, além de viabilizar possíveis manutenções no código sem muitas dificuldades.

Os sistemas gerenciadores de banco de dados se tornam cada vez mais importantes, armazenando dados relacionados às mais diversas áreas de uma empresa – do setor financeiro a recursos humanos e vendas.

Tais registros são transformados em informações úteis para os departamentos poderem efetuar as mais diversas atividades, como: efetuar controle de estoque, de custos, contas a pagar, controle de ponto dos funcionários, entre outras.

Para transformar os dados que residem nas diversas tabelas de uma base de dados em informações úteis, utiliza-se uma linguagem que se tornou padrão para os SGBDs: a Structured Query Language, mais conhecida pela sigla SQL.

Através dela podemos criar consultas (SELECT) e manipular os dados (INSERT/UPDATE/DELETE).

Esta linguagem foi desenvolvida pela IBM na década de 1970 com o objetivo de demonstrar a viabilidade de implementação do modelo relacional proposto por E. F. Codd, modelo este que se tornou padrão para os SGBDs. Contudo, a mesma possui limitações, as quais levaram algumas empresas a criar extensões proprietárias (Ex.: PL/SQL e T-SQL).

O T-SQL foi desenvolvido pela Microsoft junto com a Sybase como uma extensão proprietária para o SQL, adicionando novas funcionalidades como elementos de programação procedural e variáveis locais.

Além destas, foram inseridas funções para operações de cálculo matemático, manipulação de texto e de data/hora.

Outra funcionalidade que foi incluída no T-SQL reside nos comandos DELETE/UPDATE. Com esta linguagem é possível adicionar uma cláusula FROM nestas operações, permitindo assim a formação de JOINs, simplificando a filtragem de registros que estão dentro de um determinado critério para serem alterados, o que difere do SQL, que geralmente é mais complexo neste tipo de operação.

Neste contexto, este artigo listará algumas boas práticas para o T-SQL que diversos autores consideram como importantes para a construção de um bom código nesta linguagem.

Melhores práticas

Assim como outras linguagens de programação, existem para o T-SQL as melhores e piores práticas de codificação. Por isso, é recomendado se ater às melhores práticas para que sejam criados códigos que possuam, sempre que possível, uma boa legibilidade, o que pode facilitar a manutenção, e um bom uso dos recursos do SQL Server, possibilitando uma melhor performance.

A Figura 1 mostra a modelagem da base de dados Teste, a qual será utilizada para os exemplos. Nesta base teremos as seguintes tabelas:

· Aux: tabela auxiliar que será utilizada para ajudar no preenchimento das outras tabelas com uma grande quantidade de registros;

· Departamento: tabela que armazena os dados dos departamentos;

· Funcionario: tabela que armazena os dados dos funcionários, além de herdar o ID da tabela Departamento para que possa ser informado o departamento que o funcionário está alocado.

Figura 1. Modelagem da base de testes.

O script de criação desta estrutura é exibido na Listagem 1. Já a Listagem 2 mostra o script utilizado para a inserção de dados fictícios em todas as tabelas da base Teste, os quais serão usados no decorrer do artigo.

Listagem 1. Script para criação do banco de dados Teste.

  USE master;
  GO
   
  SET NOCOUNT ON;
   
  --Caso não exista um banco Teste, o mesmo é criado
  IF (SELECT DB_ID('Teste')) IS NULL BEGIN
         CREATE DATABASE Teste;
  END;
  GO
   
  USE Teste;
  GO
   
  --Caso já exista a tabela Aux, a mesma será excluída
  IF EXISTS(SELECT * FROM sys.objects o WHERE o.name = 'Aux' AND o.type = 'U') BEGIN
         ... 

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