A Microsoft investiu algum tempo e dinheiro para criar a XAML – Extensible Application Markup Language, uma linguagem de marcação para criação de interfaces gráficas. Trata-se de uma linguagem muito poderosa e que tem muito a oferecer em termos de experiências ricas para os usuários, porém, ela possui alguma complexidade para essa criação. É preciso aprender uma nova linguagem, o que às vezes não é muito interessante para designers, ou mesmo programadores acostumados com programação procedural ou orientada a objetos.
Pensando nisso, a Microsoft também criou o Microsoft Expression Blend, onde é possível criar interfaces de usuário para as tecnologias baseadas em XAML sem escrever uma linha sequer da linguagem.
O que é preciso entender, em primeiro lugar, é que o Blend é uma ferramenta que vem para auxiliar os desenvolvedores. A Microsoft teve essa visão e reparou que aí havia um nicho de mercado que necessitava de exploração, uma vez que o Visual Studio não tem grande capacidade para criação rápida e fácil de interfaces gráficas mais elaboradas. Com isso, o Expression Blend é capaz de aumentar a produtividade, evitando a criação de XAMLs grandes e complexos, que aumentariam a documentação e o tempo de projeto, fazendo com que a empresa perdesse dinheiro.
Ou seja, o Blend faz com que o desenvolvedor foque no que realmente interessa: produtividade. Além, é claro, de fazer com que o mesmo faça o que sabe, que é desenvolver aplicações e não interfaces gráficas.
XAML – Extensible Application Markup Language
Antes que se possa aprender o que é e como utilizar o Expression Blend, é preciso uma noção a respeito da tecnologia para a qual ele foi criado: a XAML. A XAML é uma linguagem de marcação responsável por desenhar as interfaces gráficas das aplicações. Nessa linguagem, as tags (similarmente ao visto em HTML ou XML – outras linguagens de marcação) representam os controles, como botões, caixas de texto e painéis. Entretanto, essa é uma definição bastante simplista, que nem de longe demonstra todos os poderes e capacidades dessa linguagem.
Ele foi criado juntamente com o WPF – Windows Presentation Foundation, mas hoje em dia é utilizado em outras tecnologias, como Silverlight e Windows Phone.
Primeiramente, XAML é um meio muito claro de dividir o desenvolvimento da aplicação em camadas. Com isso, o desenvolvedor pode criar separadamente a interface de usuário e a lógica que virá por trás da mesma. Existem alguns padrões de projeto que definem isso, como MVC e MVP. Porém, o mais utilizado com o XAML (inclusive, foi criado especificamente pensando no WPF) é o MVVM – Model View ViewModel.
Porém, o que se sabe é que essa divisão não é o que define a XAML, uma vez que existe uma série de outras tecnologias com capacidades semelhantes de separação entre lógica de negócios e interface gráfica. O que faz da XAML uma linguagem única é a sua capacidade de abstrair código, ou seja, diminuir a quantidade necessária de código a ser escrita. Não é uma habilidade muito trivial, e ela só pode ser dominada com alguma dose de esforço e repetição. As formas como isso é realizado variam, mas é possível destacar o Data Binding (BOX 1) e os Styles e Templates (BOX 2), que são capazes de aumentar em grande quantidade a produtividade em aplicações WPF, Silverlight ou qualquer das tecnologias que utilizam o XAML.
Esse conceito de ligação de dados é muito útil para aplicações comerciais que utilizam bancos de dados. Com ele, é possível realizar a ligação de classes a controles da interface gráfica. Isso faz com que seja possível preencher listBoxes com dados de uma tabela da base de dados, por exemplo. Porém, não se resume a isso. A comunicação entre os controles e o código em aplicações gráficas e realizada através de eventos e comandos. O conceito de Data Binding faz com que seja possível criar uma ligação entre o comando do clique de um botão, por exemplo, e um co ...
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